Mato Grosso

City tour com roteiro histórico, gastronômico e cultural começa neste sábado (30) em Chapada dos Guimarães

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Com recursos do Governo de Mato Grosso, o projeto ‘Bora Passeá – City Tour Histórico Artístico e Cultural’ será lançado neste sábado (30.09), às 7h30, em Chapada dos Guimarães, para moradores da cidade e convidados. A iniciativa está entre as 40 aprovadas no Edital Starter MT Criativo, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e tem a proposta de mostrar ao público outra perspectiva do município, conhecido pela natureza exuberante, mas também guardião de uma rica cultura local.

Durante o roteiro, os participantes poderão conhecer lugares que preservam a memória da população, ouvir contos e lendas, experimentar comida local e assistir a apresentações artísticas com personagens míticos da cidade. É uma proposta de experiência sensorial, como uma viagem ao tempo, de volta às histórias contadas pelas avós.

“Chapada dos Guimarães é muito mais que paisagem deslumbrante. Ela é rica em história, tradições. Essa cidade encantadora abriga uma diversidade cultural única, resultado da miscigenação entre povos indígenas, colonizadores europeus e africanos”, destacou Paula Biul, idealizadora do projeto.

O roteiro começa às 7h30, com café da manhã no Café da Deva, conhecida pela população local pelo saboroso doce de mangava e por ser uma das únicas a produzir bolo de arroz artesanal, socado no pilão. De lá, o grupo irá conhecer o trabalho das bordadeiras, onde terão oportunidade de ouvir as histórias de Chapada contadas pelo olhar delas.

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O passeio inclui uma visita ao Museu de Arte Sacra do Santuário de Sant’Ana e também uma trilha ecológica pelo Parque da Quineira, que guarda histórias e lendas da cidade. Uma delas, a do Troá, um ser mitológico guardião da natureza que solta gritos assustadores para espantar ameaças e perigos à mata e aos animais.

O tour terminará com um almoço típico, preparado pela chefe quilombola Deni Correia, no Centro Cultural Casa de Vó. Além dos passeios pelos lugares históricos e culturais, o roteiro inclui performances e intervenções artísticas.

“Com o recurso do Edital Starter, conseguimos viabilizar o projeto, saímos da ideia e o transformamos em um negócio criativo. Contratamos equipe de pesquisa, guias e artistas locais, que irão contar a história da cidade em performances artísticas. E agora esperamos que esse projeto possa contribuir para a preservação da história e da memória da nossa cidade por meio do turismo cultural”, destacou.

O primeiro passeio inaugural será gratuito, mas os próximos a serem agendados, com previsão de ocorrer a partir do mês de outubro, custarão R$ 150 por pessoa, incluindo alimentação. Para participar, é necessário entrar em contato com a responsável por pelo site borapasseamt.com.br ou Instagram, no perfil @borapasseamt.

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Edital Starter/MT Criativo

O Edital MT Criativo, também chamado de Starter, da Secel-MT, tem esse nome por ser considerado um ponto de partida para tornar ideias em negócios. “Starter tem o conceito de começo, a arrancada, o impulsionamento dos criativos para que se tornem empreendedores. Assim, o edital é voltado a projetos de criação e/ou desenvolvimento de produtos ou serviços da cadeia produtiva da economia criativa em Mato Grosso”, explica a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura.

Ao todo, a Secel investiu R$ 2 milhões em 40 projetos selecionados que estão distribuídos entre propostas do mundo das artes, negócios digitais e criações funcionais.

Mundo das artes contempla as artes visuais, artes cênicas, audiovisual, música, literatura, fotografia, artesanato, biblioteca, museus e galerias, patrimônio material e imaterial, cultura popular e tradicional.

Os negócios digitais estão distribuídos entre startup, FabLab, mídia digital, software, novas mídias e mídias sociais. Já criações funcionais abrangem projetos de arquitetura e urbanismo, moda, gastronomia, design, publicidade e turismo.

Mais informações do edital no site da Secel.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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