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Grupo de Fiscalização Carcerária finaliza inspeções da Região Noroeste do Estado em Juara

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) encerrou na terça-feira (21 de setembro) o ciclo de inspeções de rotina, da Região Noroeste do Estado, na Comarca de Juara.
 
Distante 750 km da Capital, a Cadeia Pública de Juara acomoda 120 pessoas privadas de liberdade e desenvolve projetos de ressocialização de apenados com fábrica de fraldas geriátricas e infantis, oficina de costura, marcenaria e serralheria.
 
Ainda na unidade prisional, cerca de 40 recuperandos participam da Educação para Jovens e Adultos (EJA), em três turnos, contribuindo para a ressocialização e remição de penas.
 
A comitiva liderada pelo coordenador do GMF/MT, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, conversou com as pessoas privadas de liberdade para compreender as necessidades da população carcerária no cumprimento de penas com condições dignas.
 
O juiz coordenador do GMF se disse surpreso com a situação da unidade penitenciária de Juara. “Eu estava muito pessimista, mas ao chegar aqui verificamos que a situação era outra. É possível sim organizar um bom trabalho. Temos espaço para construir oficinas e fábricas em um terreno amplo ao lado da cadeia. Tudo isso enquanto se debate a construção de um novo CDP no município.”
 
“Vamos preparar esse espaço com a parceria da sociedade, da Câmara dos Vereadores, OAB, Lions, Rotary, lojas maçônicas e Prefeitura de Juara, para que possamos preparar a reinserção dos recuperandos de Juara, sem que retornem ao crime”, enfatiza o coordenador do GMF.
 
Parceria com a gestão municipal – Aproveitando a visita ao município, o GMF se reuniu com o gestor municipal, secretários municipais e representantes da Câmara de Vereadores para construir parcerias na contratação de mão de obra de pessoas privadas de liberdade e para instalação do Escritório Social no município.
 
O coordenador do GMF, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, afirma que o encontro foi muito produtivo. “De início já entramos na questão principal que todos nós queremos: uma cidade menos violenta, com o combate inteligente à criminalidade, feito com oportunidades.”
 
“Nós estamos buscando criar em Juara uma atenção aos recuperandos, com trabalho, estudo. Temos que colocar as pessoas para serem produtivas e com isso prepara-las para quando estiverem em liberdade, para que não voltem ao crime”, acrescenta o magistrado.
 
O prefeito de Juara, Carlos Sirena, ressalta que a reunião veio ao encontro das carências do município. “É uma honra receber essa visita. Primeiro, porque o Poder Público sempre tem a necessidade de mão de obra e segundo é o interesse que se tem na ressocialização de pessoas.”
 
“A ressocialização traz tranquilidade para a sociedade, achei extremamente interessante o Escritório Social. Nós estamos à disposição e já demos o pontapé inicial nessa parceria com o Judiciário. Por vontade desse gestor, não tenha dúvida que em breve o Escritório Social será realidade em Juara”, explica o prefeito.
 
Para o superintendente da Regional Oeste do Sistema Penitenciário, Anderson Santana da Costa, as inspeções e alinhamentos realizados na região foram muito positivos. “Conseguimos firmar parcerias importantes para potencializar os trabalhos intramuros e extramuros dos recuperandos e também dar início a ações que vão aprimorar a estrutura e segurança das unidades.”
 
“Uma das ações resultará na instalação de uma fábrica de artefatos de concreto na unidade de Juara, que vai agregar e trazer um retorno para a sociedade. Tanto na prestação de serviços das pessoas privadas de liberdade, como na segurança do município, de uma forma geral”, conclui o superintendente.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Coordenador do GMF, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, está em piso superior da Cadeia falando com os recuperandos que estão no piso inferior durante o banho de sol.
Segunda imagem: juiz coordenador do GMF, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, em close, em um pátio, conversando com os recuperandos, que estão ao fundo da imagem.
Terceira imagem: comitiva do GMF reunida com autoridades municipais de Juara. Eles estão perfilados, posando para a foto. No centro o juiz coordenador do GMF e o prefeito de Juara.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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