O Hospital Regional de Sinop disponibilizou uma Sala Lilás para o atendimento exclusivo de mulheres vítimas de violência sexual. O espaço já está em funcionamento e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para acolher pacientes que passaram por algum tipo de situação violenta e traumática.
“A atual gestão está atenta às demandas da população, sobretudo aquelas que são mais sensíveis. Essa é uma ação simples, mas que transforma e humaniza o atendimento prestado às vítimas de violência”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Conforme o diretor da unidade, Jean Alencar, a paciente que precisa de assistência em saúde poderá ser encaminhada para o hospital via Corpo de Bombeiros, Polícia Militar ou Polícia Civil.
“Antes, quando uma paciente vítima de violência sexual adentrava o hospital, era comum que a equipe fizesse referência ao que ocorreu. Agora, com esse tratamento individualizado, o código de atendimento para essas pacientes será apenas: ‘paciente para Sala Lilás’. A equipe já saberá do que se trata. Desta forma, o hospital preservará a privacidade daquela vítima”, apontou o gestor.
Jean ainda explicou que um médico e uma equipe de enfermagem realizarão os primeiros atendimentos e, caso a avaliação aponte para um caso de menor gravidade, a paciente é direcionada para a Sala Lilás. “A ideia é que a equipe multidisciplinar atenda a paciente de forma simultânea”, acrescentou.
Casos mais graves podem ser destinados a outros setores que forneçam estabilização por ventilação mecânica, monitoramento continuo ou até mesmo cirurgia.
A Sala Lilás está interligada à Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Sinop, que existe há cerca de seis anos. O objetivo é que o espaço seja um ambiente tranquilo, onde a paciente se sinta confortável para relatar a violência e preserve a sua privacidade.
De acordo com a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a Sala Lilás é uma estratégia que evita a revitimização da mulher.
“A revitimização causa dor e sofrimento, a mulher acaba revivendo tudo o que ela já passou. A ideia é que os profissionais já saibam do que se trata por meio do código ‘paciente para Sala Lilás’, de forma a conduzir a situação com mais tato”, avaliou Eliane.
A enfermeira do Hospital Regional de Sinop, Maria Perim, uma das idealizadoras da Sala Lilás, ressaltou a satisfação de ver um projeto como esse acontecendo.
“É uma realização. Estamos promovendo a capacitação dos profissionais para esse atendimento individualizado. A Sala Lilás conta com médico, equipe de enfermagem, de serviço social, de psicologia, além do amparo de gestores do hospital”, acrescentou.
Já a secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Caroline Dobes, enfatizou que a Sala Lilás é uma dentre muitas ações de humanização colocadas em prática nos hospitais geridos pelo Estado.
“Essa agenda de Políticas Públicas de Humanização contempla diversas ações implementadas nos hospitais do Governo e a Sala Lilá é uma delas. Enquanto gestores, a nossa expectativa é que os usuários do serviço sintam a diferença no atendimento prestado e reconheçam que o Estado tem trabalhado muito para ofertar uma saúde melhor para a população”, concluiu.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) já realizou 15 capacitações do Novo Sistema Estadual de Regulação (Regula MT), desde junho, para ensinar os profissionais a utilizarem a plataforma, padronizar fluxos de trabalho e oferecer suporte à implantação e operacionalização do Regula MT em todo o Estado. Ao todo, houve mais de 1.121 participantes em todo o Estado.
O ciclo de Oficinas Regionais para Implantação do Regula MT promoveu 13 capacitações em formato remoto, com 971 participantes, entre profissionais de saúde, auxiliares administrativos, prestadores de serviço e gestores estaduais e municipais.
“As capacitações têm sido importantes para ampliar o alcance das informações sobre o Regula MT para fortalecer a transformação da regulação em saúde. A estratégia de oferecer treinamento à distância permite a participação simultânea de profissionais de diferentes regiões, reduz barreiras geográficas e contribui para uma implantação mais uniforme da plataforma em todo o Estado”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Além das turmas remotas, a Secretaria realizou oficinas presenciais do Módulo Ambulatorial, voltado à regulação de consultas e exames, em Cuiabá e em Rondonópolis, entre os dias 15 e 19 de junho.
As duas capacitações foram realizadas para atender os profissionais das macrorregiões Centro Norte e Sul, com 30 municípios envolvidos. Foram capacitados multiplicadores das secretarias municipais, consórcios de saúde e Escritórios Regionais de Saúde (ERS), com 80 profissionais em Cuiabá e 70 em Rondonópolis.
“Os números de participantes nas capacitações demonstram a forte adesão dos profissionais e reforçam o compromisso da Secretaria com a qualificação das equipes para o uso do Regula MT, promovendo mais transparência nos processos regulatórios e a melhoria do acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde em Mato Grosso”, afirmou a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.
Capacitações continuam em julho
A Secretaria vai realizar oficinas presenciais do Regula MT em Barra do Garças e em Sinop na semana que vem para atender profissionais das macrorregiões Leste e Norte. Já há mais de 250 participantes inscritos nestas capacitações, de cerca de 70 municípios.
Entre os dias 8 e 24 de julho, a Secretaria vai oferecer uma nova etapa de capacitações remotas para reguladores, prestadores de serviço, coordenadores municipais e unidades solicitantes.
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