Uma mulher procurada pela Justiça foi presa pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (31.08), em General Carneiro (442 km a leste de Cuiabá), logo após cometer um homicídio e se apresentar espontaneamente.
A suspeita de 35 anos estava com o mandado de prisão preventiva decretado pela 9ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, por tráfico de drogas, que foi prontamente cumprido.
Ela também responderá inquérito policial pelo homicídio que vitimou o idoso de 71 anos, identificado como Laurindo Ferreira de Almeida.
Na manhã desta quinta-feira (31), a mulher compareceu na Delegacia de General Carneiro relatando que um homem usando tornozeleira eletrônica, havia invadido sua casa com uma faca nas mãos e tentou estuprá-la.
Conforme narrativa da mulher, durante a tentativa de violência sexual, ela conseguiu tomar a faca da mão do idoso e desferiu vários golpes no mesmo.
Imediatamente os policiais civis foram até o endereço, local dos fatos, onde encontraram Laurindo Ferreira de Almeida sem vida.
Em razão da apresentação espontânea, a autora do homicido não foi autuada em flagrante delito. Porém durante checagem no sistema, a equipe localizou a prisão decretada contra ela.
Diante o mandado, ela foi presa em cumprimento a ordem judicial. Após as providências cabíveis a presa foi apresentada à Justiça.
A Delegacia de General Carneiro instaurou inquérito para apurar o homicídio.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (28,4), a Operação Fracta para cumprimento de ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida em execuções, planejamentos de homicídios e disputa territorial no município de Peixoto de Azevedo e região.
Na operação, são cumpridas 24 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidas pela Segunda Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo.
Os mandados são cumpridos em Peixoto de Azevedo, Alto Garças, Várzea Grande e Rio Branco (AC), pelos policiais da Delegacia de Peixoto de Azevedo, com apoio das Delegacias Regionais de Alta Floresta e Sinop e da Polícia Civil de Acre.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Peixoto de Azevedo, identificaram uma estrutura da facção criminosa a qual era utilizada para realizar levantamentos de alvos a serem eliminados da facção rival, como endereços, fotos e qualificação; angariar veículos e armamentos para a prática criminosa.
Posteriormente, as informações levantadas eram repassadas para outros integrantes da facção, identificados como “mercenários”, que seriam os responsáveis pelos homicídios.
Os investigados estão envolvidos em pelo menos duas tentativas homicídios na região, tendo como vítimas dois jovens, um de 20 e outro de 19 anos, ocorridas nos meses de maio e junho de 2025. As duas vítimas eram integrantes de uma facção criminosa rival ao grupo investigado e foram alvejadas por disparos de arma de fogo.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Thiago Barros, a operação tem como objetivo desarticular a atuação da facção criminosa, por meio da prisão de seus integrantes e apreensão de materiais ilícitos, conseguindo restabelecer a paz no município e região.
“A operação representa mais um importante passo no fortalecimento da segurança pública no interior do estado, reafirmando o compromisso da instituição no combate qualificado às facções criminosas”, disse o delegado.
Nome da operação
O nome “Fracta” advém do latim e tem tradução aproximada da palavra “quebrada”. A operação foi nomeada desta forma diante de comunicações entre os investigados que apontavam que “engrenagem não para”, metáfora utilizada para indicar a continuidade incessante de um processo, o qual seria associado aos homicídios realizados pelo grupo criminoso.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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