A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (30.08) mais dois envolvidos no homicídio de uma vítima executada na cidade de Porto do Gaúchos, na semana passada. Os dois autores do crime foram localizados em Tapurah e presos com auxílio da delegacia do município.
O corpo de Cleiton Tarciso da Silva, de 31 anos, foi localizado já em estado de decomposição no dia 18 de agosto, e apresentava perfurações de arma cortante. A Polícia Civil chegou à localização da vítima após iniciar a apuração sobre o desaparecimento registrado no dia 15 pela mãe de Cleiton. Ele saiu de casa dizendo que iria à casa de uma mulher e não mais retornou.
Um autor do crime foi preso em flagrante no dia 18 de agosto por ocultação do cadáver. Ele confessou que executou a vítima no dia 15 de agosto, com a ajuda de mais uma pessoa.
O delegado de Porto dos Gaúchos, Bruno Mendo Palmiro, explicou que a partir da primeira prisão de um dos autores, a equipe de investigação conseguiu chegar à identificação de mais dois suspeitos, D.H.D.M., de 19 anos e M.G.M., de 36 anos, que tiveram as prisões representadas ao juízo da Comarca de Porto dos Gaúchos.
“Depois de eficiente trabalho de investigação e com apoio da Delegacia de Tapurah, os investigadores conseguiram prender os outros dois investigados que estavam residindo em Tapurah, a 220 km de Porto dos Gaúchos. A dupla foi conduzida à Delegacia daquele Comarca para os procedimentos necessários e depois encaminhada para audiência de custódia”, observou o delegado.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.
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