Tribunal de Justiça de MT

Novos magistrados conhecem o impacto da gestão de processos na prestação jurisdicional

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Em continuidade ao Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) ministrado aos 25 juízes e juízas que tomaram posse há menos de um mês, nesta segunda-feira (21 de agosto), a disciplina “Gestão Processual e Rotinas Cartorárias”, proferida pelo juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Jones Gattas Dias, tratou sobre a importância de o magistrado saber ser um bom gestor para obter o melhor andamento dos processos em que atua.
 
A matéria inclui tópicos sobre os juízos cível, de família, fazenda, criminal, além de conhecimentos (com visão teórica e prática) sobre as rotinas processuais das Varas da Infância e Juventude, Juizados de Violência Doméstica e Familiar e Contra a Mulher. Essa variedade deve-se ao fato de que os juízes substitutos, que atuam nas varas de entrância inicial, ou seja, varas únicas, são responsáveis por julgar todos os processos, independentemente da área do Direito.
 
“A parte que me coube aqui no curso é falar sobre a rotina de cartórios. Penso que a contribuição que posso dar aos colegas que estão chegando é de experiência de anos de carreira na magistratura. A melhor maneira de gerir a equipe, procurar passar um espírito de unidade. Diferentemente do que foi no passado, hoje nós temos que pensar a secretaria, o gabinete, a assessoria como um corpo só, de modo que se algo não está funcionando na secretaria, todos (assessoria e gabinete) devem estar voltados para a solução desse problema e, da mesma forma, se algo não está dando certo no cumprimento de decisões pela assessoria, pra que essa compreensão de conserto seja de toda a equipe”, explica o formador da matéria, juiz Jones Gattas Dias.
 
Para o juiz substituto Laio Portes Sthel essa competência de gerir os processos traz inúmeros benefícios. “É um trabalho essencial que facilita, economiza tempo, torna o trabalho mais eficiente, é uma forma de gerir melhor os processos e, portanto, impacta na gestão de pessoas. A assessoria, a equipe do gabinete e também da secretaria precisam ter uma boa orientação de gestão de processos pra que todos tenham uma boa qualidade de trabalho e uma boa qualidade de vida, para que a gente não seja assoberbado pelos processos, mas que, pelo contrário, a gente tenha uma boa gestão desses processos para prestar uma boa prestação jurisdicional”, afirma.
 
O magistrado enfatiza que no contexto em que irão atuar profissionalmente, a matéria ganha ainda mais relevância. “Considerando a nossa realidade, de quem vai para as varas únicas e seremos de fato clínicos gerais, nós precisamos saber gerir muito bem os processos porque eles tratam de matérias muito distintas, muitas especificidades, como o professor comentou, questões de infância e juventude, medida socioeducativa, isso tudo tem peculiaridades. Então, se você não souber gerir bem os processos pode acabar cometendo um erro fatal e pode ser prejudicial ao próprio jurisdicionado”.
 
Conforme o juiz substituto Vinicius Paiva Galhardo, conhecer a gestão dos processos a fundo, incluindo os aspectos administrativos, da gestão de recursos humanos e materiais, é de extrema importância para a prestação jurisdicional eficiente e célere. “A gente sabe da importância dessa gerência hoje. A gestão da unidade de forma em que todos participam para o desenvolvimento da entrega da tutela jurisdicional de forma célere. Então é extremamente importante a gente conhecer não só as normas da Corregedoria, mas eu considero ainda mais importante essa troca de experiência com um magistrado que já compõem esse egrégio Tribunal há tantos anos”, avalia Galhardo.
 
Ele elogia ainda toda a organização programática do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), promovido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT). “A formatação do nosso curso eu considero sensacional porque a gente tem pela manhã essa troca de experiência, aulas teóricas. E no período da tarde a gente acompanha realmente a vida do magistrado diretamente lá no Fórum. Com certeza, isso será de extrema valia para nossa atividade no futuro”.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Sala de aula cheia com os 25 juízes e juízas sentados (as) assistindo à aula do juiz Jones Gattas, que está à frente, falando ao microfone. No canto da sala, há um banner da Esmagis-MT. 
 
Celly Silva/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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