Mato Grosso

Escritores e agentes culturais contemplados com edital do Governo de MT são homenageados

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) realiza nesta sexta-feira (18.08), às 19h30, uma cerimônia para celebrar os resultados do edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-grossense. O evento é feito em parceria com a Academia Mato-grossense de Letras (AML) para reconhecer o talento de escritores e agentes culturais contemplados na seleção pública, que contou com recursos de R$ 2 milhões do Governo de Mato Grosso.

A homenagem acontece na Casa Barão de Melgaço, no Centro de Cuiabá, com acesso gratuito. O evento também pode ser acompanhado pelo canal da Academia Mato-Grossense de Letras no YouTube.

Ao todo, o edital da Secel contemplou 67 projetos nas categorias de publicação de obras literárias, fomento à leitura e fomento à criação.

Para garantir a isenção nas escolhas das propostas, a Secel designou a Academia Mato-grossense de Letras para fazer o credenciamento de pareceristas e banca de seleção do edital.

“O processo de seleção foi feito por pareceristas de diversas partes do país, a maioria doutores na área de literatura e cultura, escritores destacados inclusive com premiações em nível nacional. Alguns atuam como presidentes de Academias de Letras e União Brasileira de Escritores”, explicou a presidente da AML, Sueli Batista.

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De acordo com o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves, a parceria com a Academia de Letras foi fundamental para o resultado alcançado.

“Fazer com que o recurso chegue até a ponta, com obras e projetos incríveis sendo contemplados nesse edital, nos faz entender que estamos no caminho certo e que os investimentos dão resultados significativos para a nossa cultura, educação, população e história. Em nome do governador Mauro Mendes, da primeira-dama Virgínia Mendes e do vice-governador, Otaviano Pivetta, queremos agradecer a contribuição da Academia”, destacou.

Durante o evento, escritores e agentes culturais contemplados no edital de literatura serão homenageados com a entrega de medalhas e certificados.

“A ideia é que novos e antigos escritores, alguns já imortalizados por suas obras, se integrem numa conexão muito interessante para a cultura mato-grossense”, concluiu Sueli Batista.

Por meio do edital da Secel, o Governo de Mato Grosso disponibilizou recursos para atender propostas inéditas de trabalhadores da cultura nas áreas de criação e publicação de obras literárias e de fomento à leitura.

Foram selecionados 33 projetos de publicação de obras literárias. Para estimular o surgimento de novos escritores, o edital contempla ainda mais 18 projetos de incentivo à criação. Os dois segmentos abrangem as categorias infantil, infantojuvenil e adulto.

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Outros 16 projetos de fomento à leitura foram contemplados na seleção pública, envolvendo as categorias de formação de mediadores e de escritores, e de contação de histórias e mediação de leitura.

Dentre os selecionados, estão escritores e agentes culturais de vários municípios mato-grossenses, como Alto Araguaia, Barra do Garças, Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Primavera do Leste, Juína, Rondonópolis, Tangará da Serra, Poxoréu, Mirassol Doeste, Várzea Grande, Juara, Pontal do Araguaia, Torixoréu e Poconé.

Serviço
Homenagem aos contemplados no Edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-grossense
Quando: sexta-feira (18.08), às 19h30
Local: Casa Barão de Melgaço (Rua Barão de Melgaço, 3869, centro de Cuiabá)
Transmissão: canal de YouTube da Academia Mato-Grossense de Letras

Fonte: Governo MT – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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