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Encontro de Sustentabilidade: Judiciário reafirma compromisso com o desenvolvimento sustentável

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Mantendo o compromisso firmado em seu Planejamento Estratégico, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso chegou à oitava edição do Encontro de Sustentabilidade, trazendo profissionais de renome nacional para abordar os conceitos mais atuais que norteiam os esforços internacionais na busca pelo desenvolvimento que alie o meio ambiente, o social e a governança. O evento híbrido ocorreu na sede do TJMT, em Cuiabá, nesta quinta-feira (17).
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, destacou que a instituição já pratica diversas políticas de fomento à sustentabilidade, citando como exemplos as licitações que contemplam requisitos ligados à pauta; a existência do Núcleo de Sustentabilidade; o projeto Verde Novo, que faz a distribuição de mudas de plantas nativas e frutíferas para a sociedade e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental, único Cejusc especializado no tema no Brasil. A magistrada apontou ainda que, por meio dessas ações, o Poder Judiciário visa ser exemplo para que outros atores da sociedade se engajem no mesmo propósito.
 
“Somos todos responsáveis pela saúde do nosso planeta porque é dessa saúde que depende a nossa própria saúde, a nossa própria sobrevivência da espécie. E ao que parece ainda falta muito para chegarmos ao nível de consciência realmente sustentável. São muitas as ações que ainda precisamos internalizar e fazer parte do nosso cotidiano. E isso precisa começar pelo nosso ambiente de trabalho e, quem sabe, daqui nós estejamos sendo vitrine para que outros comecem também a ter essa mesma atitude de pensar duas vezes antes de atirar um papel de balinha que seja fora do seu destino natural, para que seja reaproveitado ou descartado de forma correta. É preciso que nós tomemos isso como nossa bandeira de sobrevivência”, disse.
 
Ao pedir o comprometimento de todos para que sejam agentes pacificadores do meio ambiente, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso destacou a presença das agentes ambientais mirins presentes no evento. “Eu vejo aqui, por exemplo, as agentes mirins que são aquelas que propagam entre suas famílias e amigos, entre crianças e adolescentes, uma postura que nos inspira. Olhemos, pois, que lindo exemplo! É essa inspiração que nos move. É esse cuidado com o dia de amanhã”.
 
E como representante dessa nova geração para a qual todos devem se empenhar em construir um mundo melhor, a agente ambiental mirim, Sophiamel Rodrigues, de 7 anos, falou sobre o que aprendeu no projeto desenvolvido pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar, que marcou presença no Encontro de Sustentabilidade com uma exposição de corpos de animais taxidermizados, todos vítimas de crimes ambientais. “A gente deve preservar para nada de ruim acontecer com a nossa floresta, que faz a gente respirar. Tem gente que bota fogo, que não sabe que tem bicho no meio do mato e acaba fazendo situações assim com os animaizinhos”, afirmou.
 
Postura local com impacto no cenário global – A juíza coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Viviane Brito Rebello, destacou a alegria de chegar à oitava edição do Encontro de Sustentabilidade e a representatividade dessa iniciativa no cenário global. “Neste momento da nossa história, é inegável que a adoção de práticas sustentáveis e de conscientização das questões ambientais, sociais e de governança não pode e não deve ser negligenciada. A ASG é um assunto que afeta todo mundo, não importa de onde venhamos ou em que trabalhemos. Ele afeta todas as esferas da nossa sociedade. E ao trazer esse debate para o Judiciário, reconhecemos a importância crucial de um sistema legal que esteja à altura dos desafios que enfrentamos e dos impactos dessas decisões em nossa sociedade e em nosso ambiente. Ao alinharmos nossos esforços com esses objetivos nos tornamos agentes de mudança em um cenário de cooperação internacional”, enfatizou.
 
Parceria por um mundo melhor – Representando a Associação de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis Mato Grosso Sustentável (Asmats), a educadora ambiental e catadora de recicláveis, Cidinha Nascimento, avalia que o encontro de Sustentabilidade mostra que o Tribunal de Justiça mais do que falar sobre o tema, coloca em prática importantes ações de sustentabilidade. “É uma grande importância falar da sustentabilidade hoje em dia. E não só falar, como fazer. A sustentabilidade em ação. É esse o papel dos catadores de material reciclável porque essas divulgações da importância de fazer a destinação adequada dos resíduos é o que nos traz hoje aqui para, cada vez mais, nós aprendermos”.
 
Cidinha Nascimento lembrou ainda que o TJMT e a Asmats têm uma parceria em que o Poder doa grandes quantidades de papel para a associação. Na última doação, ocorrida em maio deste ano, foram destinadas mais de 9 toneladas do material. “A gente só tem a agradecer porque tendo essa parceria, cada vez que o TJ disponibiliza dos seus arquivos o papel, está contemplando a Asmats numa grande ação. Na primeira vez que nós reciclamos esse papel do TJ, nós conseguimos cercar a área da nossa tão sonhada sede. E de lá pra cá, a gente só vem agregando renda para essas pessoas. O papel é centavos que a gente vende, mas com esse papel, que não é destinado ao lixão e sim a uma reciclagem, a gente está contemplando a sustentabilidade e a necessidade desses catadores”, relata.
 
Também prestigiaram o Encontro de Sustentabilidade o defensor público, João Vitor Ferreira; o juiz auxiliar da Presidência, Jones Gattas; a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, o juiz titular da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, Rodrigo Curvo; os representantes do Batalhão de Polícia Militar e Proteção Ambiental, subtenente Josué da Silva, sargento R. Rodrigues e cabo Martins. O evento também contou com feirantes ligados a causas sustentáveis e o projeto Verde Novo, com distribuição de mudas de plantas frutíferas e nativas do Cerrado.
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem:
Foto 1: Foto em plano aberto do auditório Gervásio Leite, mostrando a plateia cheia e, no palco, a juíza Viviane Rebello falando no púlpito, a desembargadora Clarice Claudino, o juiz Rodrigo Curvo e o defensor público João Vitor Ferreira sentados em poltronas e, no centro, o telão com a logomarca do evento. Foto 2: Presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino falando ao microfone, no púlpito. Ela é uma senhora branca, de olhos claros, cabelos lisos, curtos e loiros, usando blusa branca, terninho rosa pink, calça preta, colar e brincos de pérolas. Foto 3: Juíza Viviane Rebello fala ao microfone, no púlpito. Ela é uma mulher branca, de olhos escuros, cabelos curtos e grisalhos, usando calça preta e blusa verde. Foto 4: Cidinha Nascimento concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher negra, usando turbante colorido, blusa verde, óculos de grau e colar de material reciclado. Ao fundo é possível ver vários cubos grandes e coloridos, estampados com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

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No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

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Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

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De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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