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COB adquire direitos de mídia e planeja ampla transmissão dos Jogos Pan-Americanos 2023

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COB adquire direitos de mídia e planeja ampla transmissão dos Jogos Pan-Americanos 2023
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COB adquire direitos de mídia e planeja ampla transmissão dos Jogos Pan-Americanos 2023

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) adquiriu os direitos de mídia dos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, e planeja transmitir o evento através de múltiplos canais. A competição será realizada entre 20 de outubro e 5 de novembro, e a programação total envolverá aproximadamente 700 horas de cobertura.

Os direitos foram adquiridos por US$ 1 milhão junto ao PanAm Sports . Como nenhuma emissora de TV, tanto aberta quanto fechada, comprou os direitos de transmissão, o COB decidiu utilizar seus próprios canais para garantir a visibilidade do evento no Brasil. O Canal Olímpico e a plataforma do Time Brasil no YouTube serão os principais meios de transmissão, e a CazéTV , canal do streamer Casimiro Miguel , também estará envolvida na exibição dos Jogos Pan-Americanos.

“Uma das principais missões do COB é divulgar o Movimento Olímpico e o feito de atletas e equipes em todo território nacional. Tenho certeza de que as parcerias serão muito bem-sucedidas e ajudarão a dar visibilidade ao talento e aos feitos brasileiros, principalmente entre o público jovem”, destaca Paulo Wanderley, presidente do COB.

O COB planeja produzir dois programas diários, cada um com 2 horas de duração, apresentados por uma dupla que ainda está em fase de contratação. O primeiro programa será veiculado à tarde e terá participação de atletas e treinadores que passarem pela Casa Brasil, espaço que será montado pelo COB em Santiago, para ativações e eventos. O segundo programa, à noite, vai trazer um resumo das competições do dia, incluindo as medalhas conquistadas pelo Brasil, e a programação para o dia seguinte. O Comitê também contará com três equipes para fazer reportagens na capital chilena.

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Já a CazéTV, em parceria com o COB, vai transmitir os Jogos Pan-Americanos com foco em proporcionar uma cobertura ampla e emocionante. A jornalista Fernanda Gentil será a âncora da cobertura ao vivo direto da Casa Brasil, com mais de 400 horas de transmissões programadas. E antes do início dos jogos, o canal vai mostrar a jornada de diversos atletas na busca por uma vaga na competição.

“O público da CazéTV tem se divertido e se emocionado com os grandes eventos esportivos, mas faltava um grande evento olímpico. Ter o Pan na nossa grade é uma grande oportunidade de levar as emoções dos esportes olímpicos de altíssimo nível para uma audiência jovem, engajada e comprometida. Será também uma oportunidade de falar com as novas gerações e levar para nossos patrocinadores e parceiros da CazéTV produções próprias e ações especiais que conversam com esse público”, explica Fabio Medeiros, sócio-diretor da LiveMode, empresa parceira da CazéTV.

Além dos Jogos Pan-Americanos de Santiago, a parceria entre o COB e a CazéTV também inclui acompanhar o Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Neste caso, não envolve direitos de transmissão.

O COB também fechou uma parceria com o portal de notícias esportivas Lance! , que resultará na criação do Lance! Olímpico, um canal dedicado à distribuição de conteúdo especial sobre esportes olímpicos. O portal vai produzir matérias originais, terá possibilidades de transmissões ao vivo e programas especiais de cobertura abrangente dos eventos esportivos, incluindo os Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e os Jogos Olímpicos de Paris 2024. A parceria pretende aumentar a visibilidade das competições, equipes e atletas do esporte olímpico no Brasil.

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Além disso, o COB poderá oferecer aos seus patrocinadores pacotes de mídia no Lance! com entregas exclusivas, ampliando consideravelmente sua visibilidade. Isso será possível devido à audiência do portal, que conta atualmente com mais de 15 milhões de visitantes mensais, somados aos mais de 8 milhões de seguidores nas redes sociais. O Lance! encara essa parceria como uma oportunidade de estabelecer um legado, tanto para o esporte quanto para o público.

“Estamos animados em estabelecer essa parceria estratégica com o Comitê Olímpico do Brasil. Nossa meta é fortalecer ainda mais a presença do esporte olímpico no Brasil, oferecendo uma cobertura ampla e multiplataforma desses esportes. Esse acordo vai ao encontro da nova fase do Lance!, que repaginou sua marca e investiu em tecnologia e estrutura para produzir conteúdo multimídia com qualidade e excelência”, celebra o CEO do Grupo Lance!, Marcos Moraes.

Com nova identidade visual e posicionamento, o Lance! se renova para intensificar as histórias do mundo do esporte. Para o lançamento do canal Lance! Olímpico, estão previstos programas dinâmicos e interativos, com reportagens originais, entrevistas e histórias exclusivas de grandes personalidades do esporte brasileiro.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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