Sorriso

Palestra abordará práticas de manejo para piscicultores de Sorriso

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Evento acontece nesta sexta-feira (11), as 15h30, no Assentamento Jonas Pinheiro

“O peixe não morre pela boca, morre pela má qualidade de água”. É com esse tema sugestivo que técnicos do programa Mais Peixe, gerido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa), irão apresentar estratégicas de manejo para fomentar a produção de pescado em Sorriso.

Voltado para piscicultores, estudantes e demais interessados pelo assunto, o evento acontece nesta sexta-feira (11), às 15h30 nas dependências da Escola Municipal Profª Matilde Zanata Gomes, no Assentamento Jonas Pinheiro (Poranga).

Segundo a coordenadora do programa Mais Peixe, Martinha de Souza Leal, o nivelamento abordará práticas a fim de viabilizar o correto manejo de pescado, além de auxiliar na identificação de doenças e tratamentos recomendáveis.

“Nosso intuito é que eles [piscicultores] absorvam o máximo de informações e, mediante isso, tenham mais autonomia para exercer a atividade de forma lucrativa”, afirma Martinha ao ressaltar que o Município possui condições propícias para a atividade.

“As características do solo e do clima são perfeitas. Quando conciliamos esses fatores a novas tecnologias e ao acompanhamento técnico especializado, a tendência é potencializar ainda mais a produção de pescado. E é exatamente nesse sentido que o programa Mais Peixe vem desenvolvendo suas atividades em Sorriso”, avalia.

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Além de orientações teóricas, a programação também prevê a visitação técnica em uma propriedade rural da comunidade. Lá, os participantes poderão verificar in loco os resultados obtidos pela correta alimentação, controle de pH da água, nível de amônia no tanque, densidade de estocagem de peixe, entre outras recomendações igualmente importantes para manter a saúde dos peixes.

“A piscicultura é uma alternativa muito rentável, principalmente para o agricultor familiar por demandar pequenas áreas de terras. E nós, enquanto gestão pública, temos incentivado a atividade com a destinação de maquinário para abertura de tanques e acompanhamento com equipe técnica especializada”, pontua o gestor da pasta, Marlon Zanella, ao avaliar positivamente os demais programas desenvolvidos pela Semasa.

“Atualmente mais de 380 famílias são acompanhadas por nossos técnicos em diferentes programas desenvolvidos pela secretaria. Para ter noção da dimensão desse trabalho, somente em 2022, esses profissionais percorreram mais de 10 mil quilômetros para levar assistência técnica e auxiliar nas mais variadas atividades rurais. Um trabalho árduo, que requer dedicação exclusiva e que tem trazido resultados positivos não só para o setor produtivo, mas para toda a economia do Município”, conclui Zanella.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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