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Cracolândia: polícia prende um dos maiores abastecedores da região

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Região da Cracolândia, na capital paulista
Rovena Rosa/Agência Brasil

Região da Cracolândia, na capital paulista

A Polícia Civil prendeu um dos principais traficantes de drogas que abastecia a região da Cracolândia, na capital paulista, durante operação nessa quarta-feira (26). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem tem 44 anos e foi detido com 1,5 kg da droga e R$12 mil na Rua dos Andradas, no bairro República, Centro da cidade de São Paulo.

Conforme a SSP, o traficante tinha um apartamento alugado, que estava no nome de uma mulher, que usava para armazenar e distribuir os entorpecentes que seriam destinados à região. Ele comprava as drogas no litoral semanalmente.

Ainda segundo as informações, ele tinha 10 passagens pela polícia pelos crimes de furto, roubo, estelionato, receptação e tráfico.

“Após investigação da Polícia Civil de São Paulo, um dos principais traficantes que abastecia a região da Cracolândia acaba de ser preso em operação no centro da capital”, escreveu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nas redes sociais. “Em São Paulo, o crime não terá vez. Vamos devolver as ruas ao cidadão.”

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A prisão foi feita após trabalho de investigação policial que solicitou um mandado de prisão temporária de 30 dias à Justiça.

“Hoje eu julgo que é a prisão mais importante da área do centro de São Paulo porque esse suspeito era um dos principais abastecedores do tráfico de entorpecentes na região da Cracolândia. A prisão não tem relevância pela quantidade de drogas apreendidas, mas sobre o processo de desarticulação do crime organizado”, disse o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, durante coletiva de imprensa.

“Existe uma força-tarefa acontecendo na região central de São Paulo. Não são simples operações que estão acontecendo ao acaso. É um trabalho de investigação e de inteligência”, acrescentou Derrite.

O flagrante faz parte de uma série de ações que estão sendo realizadas no local, de acordo com o secretário. A primeira, ocorreu em junho, quando 13 pessoas foram presas por tráfico de drogas, sendo dois considerados líderes do tráfico na região. A última foi deflagrada no último sábado (22), que terminou com 18 pessoas presas, e teve apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

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*Em atualização

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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