A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpriu na manhã desta sexta-feira (21.07), quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, em investigação do homicídio ocorrido no mês de março no bairro Marajoara, em Várzea Grande.
Os mandados foram decretados pela Justiça com base em investigações da DHPP que identificaram um grupo criminoso formado por cinco pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Durante o cumprimento das buscas, um dos investigados foi preso em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de munições.
O homicídio que vitimou Osmar Moreira da Silva, de 40 anos, ocorreu no dia 19 de março, por volta das 18 horas, no bairro Marajoara. Na ocasião, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo, efetuados por dois homens em uma motocicleta. Para tentar escapar dos disparos, a vítima chegou a correr para dentro da casa de uma moradora, onde caiu sem vida.
A vítima possuía diversas passagens criminais e estava preso na PCE por crime de homicídio, sendo colocado em liberdade condicional no mês de novembro de 2022, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo as investigações da DHPP, coordenadas pelo delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu, quando saiu da cadeia, a vítima disse que iria vingar a morte do seu irmão, que também teria sido assassinado pelo grupo criminoso alvo da investigação.“Diante das afirmações e ameaças feitas pela vítima, os integrantes do grupo se anteciparam e executaram a vítima antes que ela agisse contra eles”, explicou o delegado.
Após identificação da motocicleta utilizada no crime, a equipe da DHPP conseguiu chegar aos possíveis autores do homicídio, sendo representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta sexta-feira (21).
Durante as buscas em um dos alvos foram apreendidas porções de drogas e munições, sendo o suspeito encaminhado à delegacia, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de munições. O suspeito preso seria o responsável por encomendar o crime para os outros dois envolvidos nos disparos efetuados contra a vítima.
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (16.6), um mandado de busca e apreensão domiciliar em uma propriedade localizada na zona rural de Comodoro, ocasião em que foram apreendidas armas de fogo, munições e acessórios.
A ordem judicial foi representada pelo delegado Mateus de Oliveira Reiners e deferida pelo Juízo da Comarca de Comodoro.
As investigações tiveram início após o registro de uma ocorrência na Delegacia de Comodoro e a instauração de inquérito policial para apurar os crimes de ameaça, furto, dano e disparo de arma de fogo, ocorridos em uma fazenda situada a aproximadamente 45 quilômetros da área urbana do município, no dia 25 de fevereiro deste ano.
Conforme apurado, dois homens teriam ido até a propriedade rural, onde passaram a proferir ameaças de morte contra a vítima, de 49 anos, além de ameaçar destruir seu patrimônio. Os fatos estariam inseridos em um contexto de conflito fundiário existente na região.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela expedição de mandado de busca e apreensão na propriedade dos investigados, sendo a medida deferida pelo Poder Judiciário.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais civis constataram que o proprietário do imóvel não se encontrava no local. As buscas foram acompanhadas por uma testemunha, o proprietário de uma borracharia situada na mesma propriedade rural.
Ao final da diligência, foram apreendidos três rifles, sendo um calibre .22, um calibre 20 e outro de calibre ainda a ser definido, além de dois carregadores calibre .22, 53 cartuchos intactos calibre .20, 279 munições intactas calibre .22 e diversos cartuchos deflagrados.
Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Comodoro para as providências legais cabíveis e, posteriormente, será submetido à perícia pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
O investigado ainda não foi localizado e deverá ser intimado para prestar esclarecimentos no curso das investigações.
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