Um homem que transportava 11 tabletes de entorpecentes em um táxi foi preso em ação integrada do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na noite desta terça-feira (11.07), na cidade de Cáceres ( distante 220 km de Cuiabá).
Os agentes do Canil Integrado de Fronteira (Canilfron) abordaram o veículo ocupado pelo motorista e passageiro no posto da PRF, na BR-070. Com auxílio dos cães farejadores, os policiais encontraram três tabletes de substância análoga a pasta base de cocaína e oito de substância análoga a maconha nas bolsas do passageiro.
Questionado, o homem assumiu ser o dono do entorpecente e recebeu voz de prisão. O suspeito, que já tem passagem criminal por receptação, agora irá responder por tráfico de drogas. Com a apreensão, o prejuízo estimado ao crime é de R$ 60 mil.
Na mesma noite, os cães farejadores atuaram na operação “Camisa 10” da Polícia Civil, com foco no combate aos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico no município de Cáceres.
Nas buscas, os cães localizaram porções de pasta base de cocaína, maconha, e uma balança de precisão, totalizando R$ 8 mil de prejuízo ao crime. Dois suspeitos de tráfico de drogas foram detidos e encaminhados para Delegacia de Polícia Civil, que coordena as investigações.
Força especializada O Gefron atua diretamente na faixa de fronteira com cobertura em 28 municípios de Mato Grosso e desde 2019 desenvolve a operação Hórus/Vigia. A base operacional da unidade está localizada em Porto Esperidião (distante 323 km de Cuiabá), enquanto a base de Inteligência e o canil ficam em Cáceres. Já a sede funciona na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em Cuiabá.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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