A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em parceria com a Polícia Militar (PM), apreendeu seis máquinas que estavam sendo utilizadas em desmatamento ilegal e aplicou R$ 849,9 mil em multas, pelo desmate de 284,8195 hectares do bioma Amazônia.
A operação fiscalizou sete municípios do Norte Araguaia entre os dias 26 de junho e 07 de julho e foi conduzida pela Diretoria Regional da Sema de Confresa, em parceria com o 10º Comando Regional.
Foram apreendidas uma escavadeira hidráulica utilizada para abertura de drenos sem licença, três tratores de esteira, um trator de pneu e um trator de pneu com carreta reboque, flagrada executando a extração ilegal de madeira. Também foi retirada dos infratores uma motosserra.
Os municípios que tiveram alertas de desmatamento fiscalizados são: Novo Santo Antônio, Serra Nova Dourada, São Félix do Araguaia, Santa Cruz do Xingu, Vila Rica, Santa Terezinha e Confresa.
As fazendas fiscalizadas tinham alertas de imagens de satélite que mostram a mudança de vegetação em tempo real, o que possibilita o flagrante. “A fiscalização do desmatamento continua em toda a região, com reforço durante a Operação Amazônia e apoio da Polícia Militar para reduzir o índice de ilegalidade”, destaca o diretor da regional, Edivaldo Soares Silva.
A retirada do maquinário do infrator pego em flagrante impede que continue a praticar o desmatamento ilegal, além de desincentivar a ocorrência de crimes ambientais.
Operação Amazônia
Desde março deste ano, o Governo de Mato Grosso realiza a Operação Amazônia contra crimes ambientais, com equipes em campo e de monitoramento remoto, para responsabilizar os infratores.
Quem se deparar com um crime ambiental deve denunciar por meio dos contatos: da Polícia Militar (190), ouvidoria da Sema (0800 065 3838) ou pelo novo WhatsApp para denúncias (65) 98153-0255.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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