Tribunal de Justiça de MT

Thays Machado: espaço para atender vítimas de violência doméstica recebe nome de servidora

Publicado em

O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher – MT), fez uma homenagem a Thays Machado, vítima de feminicídio. Agora, o Núcleo de Atendimento a Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica, onde são realizados os atendimentos às mulheres, recebeu o nome da servidora que atuou na 2ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá, foi advogada e professora na Capital.
 
A cerimônia de descerramento da placa foi realizada na tarde dessa quarta-feira (28 de junho) e contou com a presença da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, da mãe da homenageada, a psicóloga Denise Jorge Machado, magistrados, magistradas, defensores públicos, representantes da sociedade civil e foi tomada de momentos de muita emoção.
 
Ao receber flores das mãos da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, coordenadora da Cemulher, Denise Machado se emocionou ao recordar a trajetória de luta de sua filha.
 
“O caso da minha filha foi amplamente divulgado no Estado de Mato Grosso e serviu de alerta para várias famílias. Receber esta homenagem do Judiciário é reforçar a memória e o legado da minha filha que trabalhou muito em prol da segurança de tantas mulheres”, emocionou-se Denise.
 
No dia da inauguração do espaço, em março deste ano, a desembargadora Clarice Claudino solicitou que o nome do local homenageasse a servidora Thays Machado. A sugestão passou pela aprovação do Tribunal Pleno e agora tornou-se realidade. Ela também acolheu a dor da mãe de Thays.
 
“Não há palavras que possam suavizar a dor de uma mãe que perdeu sua filha, porém, ao fazermos essa homenagem, nós reforçamos que esta é uma porta de entrada para que outras mulheres não sejam vítimas de violência. Espero que este local sirva como um porto seguro para todas nós que laboramos aqui no Poder Judiciário. Não há motivos para sentir vergonha em procurar este serviço de acolhimento. Aqui, todas nós encontraremos um local de escuta e segurança, sem nenhum julgamento e com muita compreensão das profissionais que aqui trabalham”, reafirmou a presidente do TJMT.
 
A juíza colaboradora do Espaço Thays Machado, Tatiane Colombo ressaltou o trabalho desenvolvido pela homenageada. “Esse espaço tem tudo a ver com o nome dela e com a mensagem que ela deixou para todos nós. Foi uma mulher forte e aguerrida. Aqui, tudo preparado de forma humanizada e acolhedora para que o atendimento seja feito no mais absoluto sigilo com a finalidade de evitar a revitimização para que o acolhimento seja realizado da melhor maneira possível”, declarou.
 
A defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa das Mulheres, Rosana Leite relembrou sua história com Thays e destacou a sua força de vontade para aprender e atuar em defesa das mulheres.
 
“Ela me procurava com frequência para debater sobre a Lei Maria da Penha. E este local é, mais uma vez, vanguarda no Estado de Mato Grosso. Ao implantar este espaço de atendimento dentro de uma instituição pública, o Tribunal de Justiça incentiva o fortalecimento das mulheres nesta fase tão dolorida da vida. Com certeza, é uma política pública muito importante que vai contribuir para a vida de muitas servidoras e magistradas do Poder Judiciário”, disse a defensora pública.
 
Núcleo de Atendimento Cemulher – O Espaço Thays Machado é um local seguro e sigiloso que oferece acompanhamento psicológico, psiquiátrico e jurídico a todas as mulheres (magistradas, servidoras, colaboradoras, contratadas, credenciadas, terceirizadas e estagiárias) que prestam serviços ao Poder Judiciário de Mato Grosso, seja na capital ou interior do estado.
 
“Desde a inauguração, infelizmente, nós já realizamos vários atendimentos a mulheres que foram vítimas de violência doméstica e familiar no âmbito do Poder Judiciário. O agressor pode estar em todos os lugares, famílias e classes sociais. Aqui todas são acolhidas de forma sigilosa e contarão com o apoio necessário para sair do ciclo de violência de forma segura. Orientamos em relação a lavratura do boletim de ocorrência, solicitação de medida protetiva de urgência e o que mais for necessário”, disse Isabel Calório, gestora administrativa do Núcleo.
 
Os atendimentos são realizados de forma presencial ou on-line das 8h às 12h. A solicitação pode ser realizada pessoalmente ou através dos canais digitais (telefone, e-mail ou WhatsApp). O Espaço conta com uma central de atendimento 24h onde profissionais estarão à disposição para orientar as servidoras e magistradas que precisarem de acolhimento e orientação.
 
“Toda mulher deve se conscientizar da importância de sua vida. Em qualquer situação em que ela se sinta agredida física, moral, psicológica ou financeiramente ela deve procurar ajuda e suporte. Pode ser aqui no Núcleo, diretamente com a Polícia, o importante é que ela não fique em silêncio e não se torne vítima de qualquer tipo de abuso”, reforçou Laurair Ribeiro, assessora jurídica do espaço.
 
Serviço:
Como e onde buscar atendimento?
Local: 2º piso do TJMT, na ala dos desembargadores ao lado da galeria de fotos dos desembargadores.
Contato (65) 3617-3038
Central de Atendimento 24h (WhatsApp): (65) 99267-6382
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Imagem 1 – Dispositivo de autoridades realizando o descerramento da placa do espaço, estão presentes Denise Machado, mãe da homenageada, as desembargadoras Clarice Claudino da Silva e Maria Aparecida Ribeiro e os juízes Edleuza Zorgetti e Luis Otávio Pereira Marques. Imagem 2: Desembargadora Clarice Claudino abraça e acolhe Denise Machado que está emocionada. Imagem 3: Convidados dispostos no saguão da ala dos desembargadores acompanhando o evento.
 
Laura Meireles/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Fernanda Paes Leme recebe Carolina Dieckmann e brinca: "Filha da Nazaré"

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Núcleo de Cooperação coordena articulação para implantação da Casa da Mulher Brasileira em MT

Published

on

A implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso deu mais um passo importante com o avanço das ações coordenadas pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Em reunião de alinhamento realizada na última quinta-feira (9 de julho), magistradas e servidores definiram estratégias, responsabilidades e os próximos passos para viabilizar a implantação do projeto no Estado.
A articulação é conduzida pelo supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, e pela coordenadora do Núcleo, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, que vêm promovendo o diálogo entre o Poder Judiciário, Governo do Estado, municípios e demais instituições que integram a rede de proteção às mulheres.
Participaram da reunião a juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis; a juíza diretora do Fórum da Comarca de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira; e a equipe técnica do NCJUD, responsável pela elaboração do Plano de Ação estruturado conforme as diretrizes do Ministério das Mulheres.
Articulação interinstitucional
Durante o encontro, foram definidas as primeiras medidas para a constituição de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, que ficará responsável por coordenar todas as etapas necessárias à implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso.
O plano prevê a atuação integrada dos Poderes Judiciário e Executivo, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, municípios e demais órgãos que compõem a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Outro encaminhamento foi a definição de Cuiabá e Rondonópolis como municípios-piloto da iniciativa, em razão do estágio avançado das articulações locais e do comprometimento das instituições envolvidas.
Além da implantação da Casa da Mulher Brasileira, o grupo discutiu medidas estruturantes para aprimorar a prestação jurisdicional às vítimas de violência doméstica. Entre as propostas estão a ampliação das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a criação de um Núcleo de Justiça 4.0 especializado, com competência estadual, para conferir maior celeridade ao julgamento dos processos e ampliar o atendimento em municípios que ainda não possuem unidades especializadas.
Cooperar para transformar
Para o supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, o trabalho cooperativo demonstra a capacidade do Poder Judiciário de promover transformações estruturais em benefício da sociedade.
“A cooperação institucional é uma das principais ferramentas para superar desafios complexos. Quando diferentes órgãos atuam de forma integrada, compartilhando responsabilidades e objetivos, conseguimos construir soluções mais eficientes e permanentes para a proteção das mulheres. Esse projeto representa exatamente esse compromisso do Poder Judiciário com uma justiça cada vez mais humanizada e resolutiva”, pontuou o magistrado.
A coordenadora do NCJUD, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, destacou que os esforços estão concentrados na construção de uma proposta consistente, com definição clara das atribuições de cada instituição parceira.
“Nosso objetivo é construir uma proposta sólida, com responsabilidades previamente definidas e o comprometimento efetivo de cada órgão participante. A Casa da Mulher Brasileira exige atuação integrada e planejamento. Estamos trabalhando para que essa implantação aconteça de forma organizada, célere e com resultados concretos para a população”, completou.
A juíza Maria Mazarelo Farias Pinto ressaltou a importância da iniciativa diante da crescente demanda enfrentada pelas unidades especializadas.
“Quem atua diariamente na violência doméstica conhece a realidade enfrentada pelas vítimas e a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento. A implantação da Casa da Mulher Brasileira representa um avanço histórico para Mato Grosso, porque permitirá reunir, em um único espaço, serviços essenciais de acolhimento, proteção e acesso à Justiça”, explicou a juíza.
Representando a Diretoria do Fórum da Comarca de Cuiabá, a juíza Hanae Yamamura de Oliveira reforçou que o projeto também fortalece a estrutura do Poder Judiciário.
“Estamos construindo soluções de longo prazo. A proposta de ampliação das Varas Especializadas e a criação de um Núcleo de Justiça 4.0 caminham na mesma direção: oferecer uma resposta mais rápida, especializada e eficiente às mulheres que procuram o sistema de Justiça”, concluiu Yamamura.
Mapeamento e atribuições
Como próximos passos, o grupo realizará o mapeamento dos órgãos parceiros, definirá as atribuições institucionais de cada ente e promoverá reuniões com representantes do Governo do Estado e dos municípios para formalizar o Grupo de Trabalho. Na sequência, será apresentada ao Ministério das Mulheres a proposta de implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso, acompanhada das articulações institucionais já consolidadas.
A atuação coordenada pelo NCJUD reafirma o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com a cooperação interinstitucional e com a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres, garantindo atendimento integrado, humanizado e mais efetivo às vítimas de violência.

Autor: Vitória Maria Sena

Leia Também:  Servidores de gabinetes e secretarias criminais de Cuiabá e Várzea Grande são capacitados no OMNI

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA