Saúde

Fiocruz propõe criação de cadeia de produtos para saúde no Mercosul

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A criação de uma cadeia regional de produtos para a saúde no âmbito do Mercosul foi sugerida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como uma medida para reduzir a dependência externa. Por meio dessa cadeia, poderia ser garantida a produção de insumos importantes que hoje só são obtidos pelos países do bloco recorrendo ao mercado internacional.

A proposta foi defendida pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, durante a reunião do Comitê Ad Hoc para Promover a Expansão da Capacidade Produtiva Regional de Medicamentos, Imunizações e Tecnologias em Saúde. O comitê foi criado em 2021 e é uma instância do Mercosul cujo objetivo é discutir caminhos para a integração entre os diferentes países do bloco e para o enfrentamento de problemas comuns relacionados com o acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias.

Segundo informou a Fiocruz, Krieger defendeu uma atuação conjunta, em que a produção não precisasse ser país a país, mas aproveitando as capacidades de cada Estado-membro. Ele defendeu ainda que sejam mapeadas oportunidades para laboratórios públicos e privados, bem como as deficiências e as áreas em que há problemas sérios de suprimentos e que necessitam de estratégias específicas.

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“Na reunião, também foi discutida a formação de uma lista de produtos de saúde estratégicos para a região. Esta lista deve ser encaminhada depois aos ministros da Saúde para ver a viabilidade de pesquisa, desenvolvimento e produção”, informou a Fiocruz.

A reunião ocorreu nos últimos dois dias, em Buenos Aires. Estiveram presentes representantes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

61° MEDTROP reúne especialistas e reforça integração entre ciência e vigilância em saúde

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A abertura do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – MEDTROP 2026 aconteceu neste domingo (16), em Brasília. Considerado um dos principais espaços de produção e intercâmbio de conhecimentos sobre doenças tropicais no Brasil e na América Latina, o evento apresenta, como tema da edição, “Saúde nos trópicos: uma visão integradora sob a perspectiva do Sul Global”. São aguardados cerca de 4 mil participantes entre pesquisadores, professores, profissionais de saúde e autoridades do Sistema Único de Saúde (SUS) para discutir desafios atuais e estratégias de enfrentamento das doenças que impactam a saúde das populações.

Representando o ministro Alexandre Padilha, o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS), Fabiano Pimenta, participou da solenidade de abertura, realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ao destacar os papéis da sociedade civil e das instituições parceiras, pontuou que a construção de políticas públicas mais efetivas depende do diálogo, da produção de evidências e da capacidade de transformar o conhecimento científico em ações concretas nos territórios. Em sua fala, lembrou do histórico de participação social ao longo das décadas na disseminação de conhecimentos, contribuições e decisões.

“O nosso SUS foi construído e consagrado graças aos vários movimentos da sociedade e, também, das instituições que atuam com seriedade. Ser aliado nesse trabalho tão importante significa produzir evidências, colaborar, realizar críticas construtivas, apresentar sugestões e apontar caminhos para o aprimoramento das políticas públicas”, declarou Pimenta.

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Segundo ele, o enfrentamento das doenças determinadas socialmente engloba a complexidade dos desafios atuais e exige que diferentes setores contribuam de forma articulada, especialmente diante de fatores como as desigualdades sociais e econômicas, as mudanças climáticas e os impactos sobre a ocorrência e a persistência de doenças transmissíveis. “O enfrentamento das doenças negligenciadas exige, além do conhecimento científico, fruto das pesquisas e da medicina baseada em evidências, ações intersetoriais voltadas à redução das disparidades sociais e econômicas que impactam diretamente a incidência e a persistência dessas enfermidades”, enfatizou o secretário da SVSA.

Ciência a serviço da saúde pública

A realização do MEDTROP na capital federal tem um significado histórico. A primeira edição do congresso ocorreu em 1962, em Ribeirão Preto (SP). A última edição realizada na capital federal aconteceu em 1977, há 49 anos. Ao longo do tempo, o congresso se consolidou como um importante espaço multidisciplinar para a produção científica e para o debate de temas estratégicos para a saúde pública.

A programação da 61ª edição, elaborada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, idealizadora do evento, dialoga com as prioridades do Ministério da Saúde, especialmente no fortalecimento de uma vigilância em saúde baseada nas melhores evidências científicas disponíveis. Entre os desafios compartilhados estão a ampliação da capacidade de preparação e resposta oportuna às emergências em saúde pública, principalmente diante dos impactos da crise climática, a retomada das coberturas vacinais aos níveis recomendados e o controle e a eliminação de doenças transmissíveis como problemas de saúde pública.

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O combate às doenças tropicais negligenciadas tem lugar de destaque na programação e inclui eventos satélites dedicados a temas estratégicos, como a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e Leishmaniose, o XIII Workshop Nacional da REDE-TB, o XI Workshop de Genética, Biologia Molecular e Controle de Insetos Vetores de Doenças Tropicais e o 11º Fórum de Doenças Negligenciadas.

A diversidade de temas e a participação de especialistas de diferentes países reforçam o papel do encontro como espaço de articulação científica e de cooperação internacional para o enfrentamento de problemas de saúde que ultrapassam fronteiras. A perspectiva do Sul Global também amplia a discussão sobre soluções desenvolvidas a partir das necessidades e realidades dos países tropicais. Essa cooperação está alinhada à atuação do MS na busca por maior autonomia na produção local de vacinas e no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, estratégias fundamentais para ampliar a capacidade nacional de resposta a emergências e garantir maior soberania na área da saúde. 

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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