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Mais 100 pessoas recebem homenagem do Parlamento mato-grossense

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Cinquenta anos separam as histórias de José Pires Andrade e Diego Minusi, dois cidadãos que chegaram ainda jovens a Mato Grosso em busca de novas oportunidades. José Pires Andrade, 82, veio do interior paulista, onde era lavrador,  para trabalhar e estudar, passou no concurso do Banco do Brasil, se tornou professor universitário e foi um dos fundadores da Assembleia de Deus no estado. Diego Minusi, 32, sonhava em ser piloto, estudou e viu nas lavouras mato-grossenses um promissor mercado para a aviação. 

José Pires e Diego Minusi foram dois dos homenageados do deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), em sessão solene realizada na noite desta terça-feira (20), na sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O senhor José Pires de Andrade recebeu a comenda Governador Dante de Oliveira das mãos do parlamentar em reconhecimento a seu trabalho à frente do Banco do Brasil e da igreja Assembleia de Deus, uma das mais tradicionais no estado.

“Cheguei em 1960 em Cuiabá, vim trabalhar no Banco da Lavoura e, em 1963 passei entre os 13 aprovados para trabalhar no Banco do Brasil. Aqui fiz Contabilidade, Direito e depois me tornei professor na universidade federal. Eu digo, eu não gosto de Cuiabá, eu amo esta terra. O gostar é ligeiro e limitado por uma circunstância. O amor vai comigo até o túmulo por agradecimento ao Criador pela oportunidade por estar aqui, onde eu construí toda minha vida”, declarou o homenageado José Pires de Andrade.

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Para Diego Minusi, 32,  receber um título de cidadania representa o reconhecimento do estado. “Mato Grosso me recebeu muito bem e abriu oportunidades para que eu trabalhasse e aqui ficasse. Com o tempo pude ver todo potencial do setor agrícola, onde atuo como piloto e empresário”.

Elizeu Nascimento também prestou homenagens a mato-grossenses de nascimento e que possuem relevantes trabalhos, como é o caso do tenente-coronel Elvis, 43, comandante da Polícia Militar e responsável pelo 8º Comando Regional de Juína. Ele recebeu a Comenda Senador Filinto Muller e disse que a honraria é, na verdade, um reconhecimento ao trabalho de toda sua equipe. “É muito significativo porque reconhece o trabalho de toda uma equipe por trás de mim e estendo a importância  a todos os policiais militares que atuam para garantir a segurança pública de toda a região”, afirmou o tenente coronel que é cuiabano e tem 26 anos de serviços prestados à corporação e à segurança do estado.

Emocionado, o deputado Elizeu Nascimento relembrou momentos difíceis de seu mandato e também de sua família, que perdeu entes queridos recentemente. Ele destacou a importância de ver o Plenário das Deliberações lotado para receber as honrarias e homenagens prestadas por ele. “É um privilégio entregar a homenagem a homens e mulheres que tanto contribuíram com nosso estado e a grupos como a Escola Estadual Liceu Cuiabano que se destaca na educação dos cidadãos mato-grossenses”, afirmou o parlamentar.

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Ao todo, 102 pessoas foram homenageadas na noite desta terça-feira (20), sendo entregues 12 comendas, 51 títulos de cidadania mato-grossense e 39 moções de aplausos.

Confira as fotos dos homenageados na galeria de imagens abaixo.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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