Policiais militares do 24º Batalhão apreenderam, na noite deste domingo (18.06), R$ 17,9 mil em espécie e prenderam um homem, de 43 anos, suspeito por furto, ameaça e agressão contra a esposa, no bairro Pedra 90, em Cuiabá.
A mulher foi levada até a Base de Polícia Comunitária por uma testemunha que a encontrou na Avenida das Torres. A vítima informou aos militares que o suspeito é usuário de drogas e que já teria sido agredida anteriormente.
Na noite, ela relatou que na noite de ontem estava no carro com o marido e o filho quando houve uma discussão entre as partes. Em certo momento, a mulher saltou do carro ainda em movimento e quase foi atropelada propositalmente pelo suspeito. Populares tentaram intervir arremessando pedras no veículo. A mulher ainda contou que o suspeito realiza diversos furtos a caixas eletrônicos na Capital.
Os militares se deslocaram até a casa da vítima. Ao perceber a presença policial, o suspeito tentou fugir pulando os muros de residências vizinhas, mas foi detido em flagrante. O homem apresentava sinais de embriaguez e uso de entorpecentes.
Ao retornarem para residência do casal, os policiais encontraram uma caixa de sapato e um recipiente plástico contendo diversas cédulas de cinquenta e vinte reais com manchas, totalizando R$ 17,900 em espécie.
O homem desferiu novas ameaças de morte contra a esposa. O suspeito e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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