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Operação em SP prende dois líderes do tráfico no centro da capital

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Comando integrado das polícias
Divulgação SSSP: Wellington Nascimento

Comando integrado das polícias

A Polícia Civil efetuou a prisão de um suspeito apontado como líder do tráfico de drogas na região central de São Paulo, durante a Operação Downtown , nesta quarta-feira (14). O indivíduo, conhecido pelo apelido de “carro preto” ou “zen”, foi detido com outras oito pessoas: duas delas mediante mandado de prisão temporária.

A ação, liderada pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão (Denarc), contou com o apoio do Departamento de Operações Especiais de Polícia (Dope).

  • Durante a operação, foram apreendidas 3,5 mil porções de cocaína e crack

Com o objetivo de combater o tráfico de entorpecentes na capital, especialmente no centro da cidade, a força-tarefa mobilizou 37 equipes do Denarc e 17 do DOPE, além de contar com o suporte de drones do Serviço Aerotático (SAT).

Durante a ação, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, bem como 5 mandados de prisão temporária

“Desde o início da gestão, há uma força-tarefa para auxiliar no combate às drogas no centro da capital. Essa operação de hoje, que visa desmantelar o crime organizado, retirar as drogas de circulação e efetuar prisões importantes, como as que foram realizadas, nos deixa extremamente satisfeitos com os resultados”, declarou o secretário Derrite.

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Apreensões

Ao todo, foram apreendidos 3 mil pinos de cocaína, mais de 500 porções de crack fracionado em 6 pedras grandes, além de 100 gramas de skunk. Os policiais também encontraram e recolheram 29 espelhos utilizados para falsificar documentos, 179 cartões bancários e duas máquinas de cartões.

Em outra ação realizada no centro de São Paulo, o Denarc conduziu a Operação “Isaias 60:20”, resultando na prisão de quatro indivíduos. Um dos detidos, conhecido como “Abraão”, também é apontado como líder do tráfico de drogas na região central. Durante essa operação, foram apreendidos 4,5 tijolos de maconha que seriam distribuídos em pontos de venda.

Veja o resultado de outas operações no estado

Em Guarulhos , agentes do Denarc prenderam um homem com 375 tijolos de cocaína, além de apreenderem dois veículos e um aparelho celular.

Na cidade de Arujá , uma ação realizada pela 2ª Disccpat, do Deic, resultou na prisão de um homem procurado pela Justiça desde fevereiro deste ano por furto em uma fábrica de joias. Na residência do indivíduo, foram encontrados dois fuzis de grosso calibre e duas pistolas.

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Na cidade de Marília , a Divisão de Investigações Gerais (DIG) prendeu um homem envolvido em diversos assaltos a bancos no país. O suspeito, que já utilizou 11 identidades falsas para escapar da polícia, é apontado como um dos autores de um audacioso roubo no Mato Grosso, no qual os criminosos escavaram um túnel para facilitar sua fuga.

As operações em diferentes regiões do estado demonstram o comprometimento das autoridades no combate ao crime e na busca pela segurança da população.

Com informações da Secretaria de Segurança Pública de SP*

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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