Termina amanhã (15.06) o prazo para que produtores rurais de bovinos, suínos e de aves comerciais realizem a comunicação do número de animais nas propriedades junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT). A campanha de atualização do estoque começou dia 1º de maio com previsão de encerrar no dia 31 do mesmo mês, porém a ação foi estendida até o fim da primeira quinzena de junho.
Até o momento mais de 117 mil produtores rurais já realizaram a comunicação do número de animais nas propriedades. Na parte bovina, a campanha substitui a vacinação contra a febre aftosa. A comunicação do estoque de rebanhos é obrigatória para aqueles produtores rurais que criam bois, aves e suínos para o comércio.
Produtores rurais de outras oito espécies (búfalos, cabras, ovelhas, cavalos, jumentos, mulas, abelhas e peixes) também podem atualizar o quantitativo fazer a junto ao Indea, porém nessa etapa não é obrigatória.
Desde o dia 08 de maio, o produtor rural que não fez a comunicação não consegue mais emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), ficando impedido de comercializar os animais, exceto para abate.
Após o fim da campanha, o produtor rural que não realizar o informe ao Indea fica sujeito a penalidades, como aplicação de multas, que podem chegar à soma de R$ 6 mil.
Cadastro
É possível ir pessoalmente ao escritório do Indea mais próximo e realizar a atualização do rebanho e dos dados cadastrais. O produtor rural pode também optar em fazer a comunicação de estoque pela internet, no módulo do produtor.
O Termo de Compromisso de Utilização do Sistema Integrado de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso, para que o produtor tenha acesso ao módulo do produtor está disponível no site do Indea, no link https://www.indea.mt.gov.br/servicos?c=6098838&e=8523067. O termo deve ser levado ao Indea para obter o login e senha de acesso.
A Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur), promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), movimentou R$ 1,4 milhão em negócios durante a Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) 2026. O resultado foi apurado em levantamento feito durante o evento, que considerou tanto as vendas realizadas nos estandes quanto as negociações de curto prazo prospectadas pelos expositores.
Nos cinco dias da feira, entre 3 e 7 de junho, o espaço da Featur recebeu mais de 120 mil visitantes. Ao todo, 158 produtores da agricultura familiar, associações e cooperativas de diferentes regiões do estado participaram da iniciativa, levando produtos, sabores, artesanato e experiências ligadas ao turismo rural.
A FIT Pantanal é organizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Sesc, do Senac e recursos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), além de outras parcerias.
A secretária da Seaf, Andreia Fujioka, destacou que a feira cumpre o papel de aproximar os produtores dos consumidores e ampliar oportunidades de negócios. “A Featur é uma vitrine da agricultura familiar mato-grossense. Cada venda realizada representa mais renda para as famílias do campo e mostra a qualidade dos produtos que são produzidos em nosso estado”, afirmou.
Entre os expositores estava a produtora Nikita Casanova, do Sítio Santo Antônio de Buritizal, em Santo Antônio de Leverger. Chilena de origem, ela vive em Mato Grosso desde 2019 e trabalha com agroecologia e extrativismo sustentável, utilizando frutos do Cerrado, como jatobá e cumbaru, para produzir alimentos e derivados.
“Nós brincamos com os sabores do Cerrado, fazendo releituras de receitas tradicionais. Nosso projeto é cuidar do meio ambiente, aproveitar o que a terra oferece e criar arte a partir disso. O apoio do Governo faz muita diferença. Estar aqui, por meio do convite da Seaf e da Empaer, é uma oportunidade de troca de conhecimentos e experiências. Mais do que vender produtos, compartilhamos nossa história e nosso amor por esse lugar e pela biodiversidade que existe aqui”, destacou.
Outro exemplo de empreendedorismo rural é o produtor Dionísio Santana, da comunidade Gleba Resistência, também em Santo Antônio de Leverger. Proprietário do Sítio Luar da Serra, ele aposta no cultivo de cacau na Baixada Cuiabana.
“Alguns amigos comentaram sobre produzir cacau e eu resolvi investir. Tenho experiência com a cultura desde quando trabalhei em Rondônia. Hoje já tenho seis mil mudas de cacau crioulo nativo produzidas aqui na região. Sempre que há eventos, a Seaf e a Empaer nos convidam, e isso ajuda muito na divulgação e na comercialização dos nossos produtos”, contou.
A cadeia produtiva do cacau também foi representada pela confeiteira e pesquisadora Thaise Germano, do Centro de Pesquisa e Inovação do Cacau – Biomas. Ela desenvolveu a primeira barra de chocolate de origem produzida com cacau cultivado em Mato Grosso.
“Em 2017 descobri que existiam plantações de cacau no estado e comecei a estudar e desenvolver esse potencial. Hoje produzimos uma barra de chocolate 70% feita com cacau de Colniza e ingredientes produzidos em Mato Grosso. Também temos cappuccino 100% cacau mato-grossense, além de produtos sem lactose, sem conservantes e sem açúcar. Nosso objetivo é fortalecer toda a cadeia produtiva do cacau no estado”, explicou.
Além de gerar negócios, a Featur promoveu a valorização da cultura, da gastronomia, dos produtos regionais e do turismo rural, aproximando consumidores dos produtores e fortalecendo a economia dos pequenos empreendimentos familiares de Mato Grosso.
O presidente da Empaer, ressaltou que os resultados refletem o trabalho desenvolvido junto aos produtores rurais.”Esse resultado demonstra a força da agricultura familiar e a importância da assistência técnica e da extensão rural para transformar produção em oportunidade de negócio. Quando o produtor tem apoio e espaço para comercializar, toda a cadeia se fortalece”, destacou.
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