POLÍCIA
Bacharel em direito investigado por pirâmide financeira em Cuiabá é preso pela Polícia Civil em SC
Publicado em
7 de junho de 2023por
Da RedaçãoO investigado foi preso na cidade de Palhoça, região metropolitana de Florianópolis. Ele era procurado há mais de um ano pela Decon, desde que aplicou um golpe de pirâmide financeira em, aproximadamente, 100 vítimas, que tiveram prejuízo estimado em R$ 80 milhões.
De acordo com o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon, a Polícia Civil estima que pode haver um número bem maior de vítimas do golpista, pois muitas não registraram boletins de ocorrência.
Com os elementos informativos coletados ao longo da investigação, a Decon representou pela prisão preventiva de S.M., deferida pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
O bacharel estava morando com sua companheira, a mesma que à época em que ele fugiu de Cuiabá o levou até a cidade de Presidente Prudente. A casa onde eles viviam era bastante simples, sem chamar atenção, mas monitorada por câmeras de segurança, de onde ele vigiava a movimentação na rua. Os policiais civis constataram que o local tinha poucos móveis, o casal dormia em colchões no chão.
Como tentativa de se esconder da polícia, S.M.utilizava um nome falso e deixou o cabelo a barba crescerem.
Inquérito
Em março do ano passado, a Delegacia do Consumidor em Cuiabá instaurou investigação para apurar os golpes praticados pelo bacharel, que se passava por advogado de um escritório renomado na Capital para angariar clientes para a pirâmide financeira.
Conforme a investigação apurou, há aproximadamente cinco anos, S.M. passou a informar a interessados que operava como day trader na plataforma Forex, comprando e vendendo dólares e euros. Segundo os depoimentos colhidos e documentos reunidos na investigação, S. dizia que tinha um robô que realizava operações altamente lucrativas e prometia retorno mensal com juros de 5 a 8% ao mês para quem investisse o dinheiro com ele. Há relato de vítima que chegou a aplicar R$ 3 milhões.
A partir dessa época, o golpista passou a receber dinheiro de pessoas de seu círculo de relacionamento, interessadas em investirem razão da promessa de juros mensais. Entre os clientes estavam integrantes de uma loja maçônica de Cuiabá à qual ele pertencia e foi, posteriormente à descoberta dos golpes, expulso.
Segundo a apuração realizada pela Decon, o investigado efetuou os pagamentos de forma regular dos valores aplicados até o mês de dezembro de 2021.
A partir de janeiro de 2022, ele deixou de pagar seus clientes sob a alegação de que não estava conseguindo repatriar o dinheiro por uma restrição na Receita Federal e multa aplicada pelo fisco nacional. S.M. alegou que a Receita havia lhe aplicado uma multa no valor de R$ 1,5 milhão.
Diante desse suposta multa que sofreu da Receita Federal, alguns clientes do investigado lhe emprestaram o valor para que, então, ele pudesse a repatriar o dinheiro supostamente investido no exterior e assim retomar os pagamentos mensais. Contudo, os investidores descobriram que o golpista não tinham nenhuma pendência com o fisco federal e nem foi multado pelo órgão.
Fuga
A Polícia Civil apurou que na primeira quinzena de março do ano passado, o investigado se hospedou em um resort na região do Lago do Mano, em Chapada dos Guimarães. Na semana seguinte, ele fugiu de Cuiabá, em um veículo Ford Ecosport. A Decon investigou que sua companheira o levou até o interior de São Paulo e o deixou na rodoviária da cidade de Presidente Prudente.
“Ele agiu dessa forma com o objetivo de escapar das pessoas que investiram com ele e que, a essa altura, já estavam conscientes de que ele não pagaria mais os juros mensais prometidos, muito menos devolver os valores investidos”, pontuou o delegado Rogério Ferreira.
Em diligências para intimar o golpista, no ano passado, a equipe de investigação foi ao escritório onde ele trabalhava e na casa onde morava com a companheira. Pessoas ouvidas pela equipe informaram que não tinham notícias do investigado há mais de uma semana e sua companheira declarou que não sabia do paradeiro dele.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
Published
6 horas agoon
1 de maio de 2026By
Da Redação
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.
Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.
A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.
“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela
Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.
“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.
Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.
“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.
Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola
A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.
“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.
Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.
O que diz a lei e o papel da escola
O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.
De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).
Prevenção como projeto de Estado
Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.
Serviço
Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Saúde de Várzea Grande reforça medidas para identificação de casos da doença
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
SES apresenta investimentos em audiência na Assembleia Legislativa
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
Profissionais da SES compartilham alegrias e desafios do trabalho na Saúde de MT
CUIABÁ
MATO GROSSO
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de...
SES apresenta investimentos em audiência na Assembleia Legislativa
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou os balancetes financeiros e orçamentários do terceiro quadrimestre de 2025 em audiência...
Profissionais da SES compartilham alegrias e desafios do trabalho na Saúde de MT
Na Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), 6.662 profissionais se dedicam diariamente para prestar um atendimento de excelência à população...
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas...
Operação integrada apreende 500 kg de drogas e gera prejuízo de R$ 14,6 milhões às facções criminosas
Uma operação integrada do Gefron, Polícia Federal e unidades das Polícias Militares de Mato Grosso e do Amazonas, apreendeu, nesta...
Polícia Civil celebra com história de dedicação de servidor aposentado
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos....
FAMOSOS
Naiara Azevedo lança novo EP e celebra 15 anos de carreira com projeto especial
A cantora Naiara Azevedo, de 36 anos, lança nesta quinta-feira (30) o segundo EP do projeto “Naiara15”, que marca a...
Graciele Lacerda curte dia de piscina em família e exibe momento: ‘Que dia incrível!!’
A influenciadora Graciele Lacerda, de 45 anos, abriu o álbum de fotos nesta quinta-feira (30) e dividiu com os seguidores...
Thati Lopes anuncia nascimento da primeira filha e exibe momento: ‘Agora começou!’
A humorista Thati Lopes anunciou, nesta quinta-feira (30), o nascimento de sua primeira filha, Elisa, fruto do relacionamento com o...
ESPORTES
Grêmio desperdiça três pênaltis e empata com o Palestino pela Sul-Americana
O Grêmio voltou a campo na noite desta quarta-feira e, apesar de criar boas chances e até balançar as redes...
Flamengo empata com Estudiantes e mantém liderança do Grupo A da Libertadores
O Flamengo voltou a campo pela Copa Libertadores na noite desta quarta‑feira e, após um duelo equilibrado em La Plata,...
Palmeiras empata com Cerro Porteño no Paraguai e perde a liderança no grupo
Em uma partida repleta de alternâncias, bolas na trave, substituições e chances claras de gol, Palmeiras e Cerro Porteño empataram...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Cuiabá6 dias agoVereadora Dra. Mara conduz audiência pública e cobra transparência no Plano Diretor de Cuiabá
-
Cuiabá6 dias agoDra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá
-
Sinop4 dias agoNovo transporte público coletivo de Sinop amplia opções de horários em todas as linhas
-
FAMOSOS3 dias agoMel Maia relembra papel em novela e celebra reprise de ‘Além do Tempo’




