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ALMT homenageia personalidades que contribuem com o social, a segurança e o esporte

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Setenta e uma pessoas foram homenageadas com moções, comendas e títulos de cidadania mato-grossense, durante sessão especial requerida pelo deputado estadual Max Russi (PSB) e realizada na noite desta terça-feira (6), no Plenário das Deliberações “Deputado Renê Barbour”.  

Alonso Alcântara de Moura e Fabiano Pitoscia receberam a comenda Dante de Oliveira, concedida a pessoas que se destacaram na atuação em defesa da democracia e da cidadania.

Empresário e terapeuta, Alonso está há 15 anos à frente da Associação Terapêutica e Ambiental Paraíso (Atap), que promove o acolhimento, tratamento e a reinserção social de pessoas em situação de rua e acometidas pela dependência química e alcoólica, auxiliando-as a voltar para suas famílias e serem reinseridas à sociedade. Nesse período, já atendeu cerca de 5 mil pessoas de Mato Grosso e de outros estados.

“Essa homenagem não é só minha, é também da minha esposa, que sempre esteve comigo, e também de muitas outras pessoas, que também fazem esse trabalho de acolhimento, muitas vezes sem receber nenhum recurso. Na Atap, a pessoa que está em situação de rua vai pra lá, ela tem um lugar pra dormir, pra tomar banho, pra fazer a sua higiene, alimentação, ela tem uma porta aberta pra fazer a sua reinserção social, com os empresários, pra trabalhar,
e também o encaminhamento à sua residência, ao seu lar.  Da mesma forma, também fazemos o acolhimento daquelas pessoas que possuem vícios em álcool e drogas”, declarou Alonso.

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Fabiano Pitoscia assumiu o cargo de delegado em Mato Grosso no ano de 2014 e atua na Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, destacando-se pela conclusão de casos de grande repercussão e gravidade.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Foram agraciados com títulos de cidadão mato-grossense o ex-vereador de Torixoréu e servidor público Elmo Pimentel, a coordenadora da unidade de saúde familiar do bairro Alvorada, Luciana Fonseca Da Victória, e o bispo coadjutor de Barra do Garças Dom Protógenes José Luft.

Entre as 66 personalidades homenageadas com moções de aplausos, estão 18 atletas que representaram a seleção mato-grossense no Campeonato Nacional de Karatê-Dô, realizado em Cuiabá no período de 14 a 17 de julho de 2022, e também a seleção brasileira no Campeonato Mundial de Karatê-Do Tradicional 2022, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 2022, em Natal (RN). Os atletas tiveram excelente desempenho nas competições e trouxeram para o estado títulos inéditos.

“Um reconhecimento como esse que estamos recebendo hoje é muito importante, seja como atleta, seja como professor, pois é por meio dessas competições que nós conseguimos grandes resultados para o esporte mato-grossense. Agradeço, em nome de todos os atletas, por essa homenagem”, disse Igor Gabriel de Oliveira Silva, que atuou como técnico e atleta nos eventos.

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Vinte e quatro investigadores da Polícia Civil e quatro escrivães também foram contemplados com a honraria, além de servidores públicos da Polícia Judiciária Civil que atuam na área administrativa.

“Aqui estão servidores públicos, desportistas, empresários, profissionais liberais, enfim, a sociedade mato-grossense representada de uma maneira geral e a Assembleia Legislativa, através das suas honrarias, procura homenageá-los e incentivá-los a se dedicarem ainda mais, dizer que a sociedade está olhando, está vendo, está admirando, está gostando daquele trabalho que essas pessoas estão fazendo. Todos, à sua maneira, contribuem para o progresso e para a justiça social no estado de Mato Grosso. Então, fico muito feliz de fazer esse reconhecimento e dos nomes que foram selecionados”, ressaltou o deputado estadual Max Russi.

Fonte: ALMT – MT

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VI Simpósio do Autismo debate autonomia e fortalecimento da rede de apoio em Mato Grosso

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Com a programação estendida até as 18 horas desta segunda-feira (22), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio do deputado estadual Wilson Santos (PSD), realiza a VI edição do Simpósio do Autismo em Mato Grosso com o tema “Autonomia se constrói com apoio”. O evento acontece no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour da Casa de Leis.

Entre os temas debatidos estão os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.

A programação da manhã reuniu especialistas e instituições que debateram diferentes aspectos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco no fortalecimento da rede de apoio, no desenvolvimento infantil e nos avanços científicos. O professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Alexandre Barbosa de Freitas, abordou o tema “Construindo autonomia na primeira infância”, enfatizando a relevância das intervenções precoces para o desenvolvimento das crianças.

Em sua palestra, o professor Luiz Freitas destacou a importância dos estímulos adequados nos primeiros anos de vida como base para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Segundo ele, essa etapa é determinante para a formação da independência da criança e para a construção de competências que serão utilizadas ao longo de toda a vida.

Durante a apresentação, Freitas enfatizou que a autonomia não surge de forma espontânea, mas é resultado de um processo contínuo de orientação, acolhimento e incentivo, que envolve família, escola e profissionais da saúde.

“Na primeira infância, pequenas ações do cotidiano, como permitir que a criança explore o ambiente e participe de decisões simples, contribuem significativamente para o fortalecimento da confiança e da capacidade de escolha. É necessária a efetivação de políticas públicas e práticas educacionais mais sensíveis ao desenvolvimento infantil, especialmente no contexto de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TEA”, explicou Freitas.

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De acordo com ele, a construção da autonomia deve ser pensada de forma inclusiva, garantindo que todas as crianças tenham oportunidades de aprendizado e desenvolvimento dentro de suas próprias potencialidades.

O deputado Wilson Santos (PSD) afirmou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso tem desempenhado papel fundamental na defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo debates, aprovando leis e cobrando o cumprimento de compromissos assumidos pelo poder público.

O deputado afirmou ainda que o VI Simpósio sobre Autismo está sendo realizado justamente para reforçar essa cobrança e garantir que as políticas públicas voltadas ao setor saiam do papel e se transformem em ações concretas de atendimento, inclusão e dignidade às pessoas autistas e suas famílias.

Entre as demandas pendentes, o parlamentar destacou a implantação do Centro de Diagnóstico para pessoas com suspeita de autismo e dislexia. Segundo ele, “promessa feita há quase uma década”, além da conclusão da Casa do Autista, obra que está paralisada nas dependências da antiga Escola Nilo Póvoas, em Cuiabá.

Wilson Santos disse que a Assembleia já aprovou mais de 30 leis relacionadas ao tema e defendeu a união entre representantes da saúde, educação, familiares e especialistas para ampliar as discussões e fortalecer a rede de atendimento às pessoas com TEA no estado de Mato Grosso.

Em sua palestra o especialista e pediatra, Marcial Francis Galera, fez “Um breve guia sobre a genética dos transtornos do espectro autista. Segundo ele, a investigação genética no Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente nos casos chamados de TEA sindrômico.

Segundo ele, compreender a base genética pode ser decisivo para identificar condições associadas e orientar de forma mais precisa o acompanhamento clínico das crianças.

De acordo com o especialista, nos casos de TEA sindrômico, o autismo não se manifesta de forma isolada, mas em conjunto com outras alterações, que podem ser físicas, cognitivas ou comportamentais.

Ele explicou que essa associação auxilia os profissionais de saúde a direcionarem melhor a investigação diagnóstica, principalmente quando há sinais fenotípicos mais evidentes, como ocorre em síndromes já conhecidas, a exemplo da síndrome de Down, que pode apresentar, em alguns casos, também o transtorno do espectro autista.

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Marcial Francis ressaltou ainda que o diagnóstico se torna mais complexo quando não há alterações físicas aparentes, exigindo maior atenção clínica e o uso de exames genéticos específicos, sobretudo em crianças do sexo masculino com deficiência intelectual associada ao TEA.

Nesses casos, a identificação de síndromes raras pode permitir um diagnóstico mais preciso e viabilizar o aconselhamento genético às famílias, inclusive sobre possíveis riscos em futuras gestações, algo que no TEA isolado costuma ser mais difícil de estimar.

Julien Steffani da Silva Carmo, mãe de quatro filhos com transtorno do espectro autista (TEA), sendo o mais velho de 18 anos e o mais novo de 7 anos de idade, apontou para os desafios enfrentados diariamente pelas famílias atípicas e reforçou a importância da perseverança e da construção de redes de apoio.

Segundo ela, apesar das dificuldades, desistir dos filhos nunca é uma opção. Julien Steffani também apresentou o projeto social que desenvolve em escolas municipais, faculdades, igrejas e outros espaços comunitários, com foco no acolhimento e orientação às mães de crianças autistas.

“A iniciativa oferece apoio, atendimento e acompanhamento às famílias, buscando fortalecer o cuidado, promover o desenvolvimento das crianças e ampliar a rede de suporte às pessoas que convivem com o TEA”, afirmou Julien Steffani.

Em todo o Brasil, a estimativa é de mais de 2 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse número reforça a necessidade de ampliar a discussão e a implementação de políticas públicas voltadas a esse público. Entre as prioridades apontadas estão a disseminação de informações e conhecimentos para todos os municípios, a garantia do cumprimento da Lei nº 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA.

Fonte: ALMT – MT

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