Tribunal de Justiça de MT

Desembargadora Clarice Claudino recebe o superintendente do Conselho de Mediação e Arbitragem

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva recebeu o superintendente do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem – Conima, em Mato Grosso, João Victor de Oliveira.
 
Referência na aplicação de métodos consensuais para a resolução pacificada de conflitos, a desembargadora Clarice Claudino destacou a visita do superintendente como estratégica para o projeto de expansão da cultura de pacificação social pautada a partir do diálogo, da mediação e da conciliação.
 
“Estamos em um processo de franca expansão da Justiça Restaurativa no Estado, que tem no diálogo e na resolução humanizada de conflitos, as bases para a construção de uma sociedade cada vez mais harmônica, afetuosa e consciente de seu papel transformador. E nessa cruzada pela pacificação, o Poder Judiciário avança no sentido de arregimentar o maior numero possível de guerreiros que flanqueados, formam ao nosso lado, elos fortes nessa corrente pela paz”, defendeu a desembargadora.
 
O superintendente do Conima, João Victor de Oliveira destacou o perfil conciliador da desembargadora, que tem o poder de reunir diferentes atores e instituições em torno de temas urgentes à sociedade.
 
“Contagiar parceiros para avançar na pacificação social. O trabalho da presidente, antes mesmo dela assumir a presidência, já era referência para todos nós, e nos possibilitou trazer para Mato Grosso questões que antes consideradas inimagináveis e que agora se tornaram possíveis. A desembargadora quebrou paradigmas, revolucionando conceitos já cristalizados no sistema judiciário, e tê-la a frente do Tribunal com essa mentalidade voltada para a resolução de conflitos, da forma inovadora que entendemos que pode ser feita, é simplesmente extraordinário para nós”, comemorou João Victor.
 
O Conima é uma entidade que tem como objetivo principal representar as instituições de mediação e arbitragem, com foco no aprimoramento de Métodos Extrajudiciais de Solução de Controvérsias (MESCs).
 
Naiara Martins/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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