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Júri condena réus que mataram mulher vista como informante da polícia

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Em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta segunda-feira (29), em Alta Floresta (a 790 km de Cuiabá), os réus Vitor Gabriel Cordeiro e Jordean dos Santos Souza foram condenados, cada um, a  22 anos de reclusão e 15 dias-multa. Ambos integram a organização criminosa comando vermelho e foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por homicídio qualificado praticado contra a vítima Maria Betanha da Silva Souza.

Além dos dois, também foram denunciados pela prática do mesmo crime Angélica Saraiva de Sá, Pablo Diomázio Lustosa e Gilberto Vieira de Barros. Os três ainda não foram submetidos ao júri popular. Outros dois adolescentes também respondem a ato infracional por terem participado do homicídio.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 02 de julho de 2020, na residência da vítima. As investigações revelaram que os réus planejaram o homicídio em conversas por whatsapp, pois suspeitavam que a vítima estaria repassando informações à polícia. Consta na denúncia, que quando os acusados chegaram na residência, a vítima estava com uma criança no colo e teve que entrega-la à sua nora antes de ser atingida pelos disparos de arma de fogo.

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Durante o julgamento, as teses defendidas pelo Ministério Público, de que o crime foi cometido por motivo torpe e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, foram acolhidas. Além disso, também pesaram contra os réus o fato de integrarem organização criminosa e terem cooptado adolescentes para participarem do homicídio.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

TAC firmado pelo MPMT garante moradia segura a famílias em área de risco

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Poconé (a 100 km de Cuiabá) celebrou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir moradia segura a 13 famílias que viviam em área de risco geotécnico próxima a uma cava de mineração desativada. O acordo foi celebrado com o Município, a Defensoria Pública e empresas do setor de mineração, com apoio da Câmara Municipal e da Cooperativa de Desenvolvimentos Minerais de Poconé Ltda. (Cooper Poconé). Articulado pelo promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, o TAC tem como principal objetivo preservar a vida, a integridade física e o direito à moradia dos cidadãos afetados. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) teve início após denúncia encaminhada à Ouvidoria, relatando rachaduras, afundamentos de solo e o comprometimento estrutural de residências localizadas na Avenida Porto Alegre, em Poconé. Diante dos fatos, foi instaurado um inquérito civil com a requisição de vistorias e laudos técnicos à Agência Nacional de Mineração (ANM), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e à Defesa Civil Estadual. As investigações confirmaram que 13 residências apresentavam sérios danos estruturais e risco de colapso. Conforme os laudos produzidos pela ANM, Defesa Civil do Estado de Mato Grosso e Cooper Poconé, os problemas foram ocasionados por atividades clandestinas de mineração realizadas por “filãozeiros”, que promoveram escavações irregulares para extração de ouro. Em algumas residências foram identificados túneis subterrâneos decorrentes dessas atividades, aumentando significativamente o risco para os moradores. O acordo prevê a remoção assistida das famílias residentes na área de risco, bem como o pagamento de auxílio-moradia temporário, na modalidade de aluguel social, até a conclusão de novas unidades habitacionais. A construção de 13 casas será viabilizada por meio de parceria entre o Município de Poconé e empresas de mineração participantes do TAC. Também ficou estabelecido que a empresa de mineração realizará o tamponamento da cava localizada nas proximidades do Parque Temático Beri Poconé, com apoio da Cooper Poconé. Após a recuperação e revitalização da área, o espaço será destinado ao Município de Poconé para utilização pública futura. O TAC estabelece ainda a adoção de medidas preventivas para verificar a existência de outros pontos de risco na região. A Prefeitura de Poconé, por intermédio da Defesa Civil e de profissionais da engenharia, realizará avaliação estrutural das residências localizadas nas adjacências da cava. Paralelamente, a Cooper Poconé promoverá estudos geológicos das vias públicas e dos terrenos da área para identificar eventuais situações de instabilidade do solo e riscos adicionais à população. O descumprimento das obrigações assumidas no acordo poderá resultar na aplicação de multa diária de até R$ 5 mil, conforme previsto nas cláusulas pactuadas entre as partes. Para o promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, “a solução consensual prioriza a proteção da vida e da segurança da população, assegurando resposta rápida às famílias afetadas e contribuindo para a mitigação dos impactos socioambientais decorrentes da ocupação urbana em área de risco”. Após o cumprimento integral das obrigações pactuadas, o procedimento foi arquivado e encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público para homologação.Foto: Google maps.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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