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Fortalecimento do diálogo: Presidente do Tribunal de Justiça se reúne com diretoria da OAB de Sinop

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A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva se reuniu com a diretoria da 6ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Sinop, durante a passagem do Projeto ELO – Fortalecendo a Justiça, realizado entre os dias 15 a 20 de maio, no município. A desembargadora foi recebida pela presidente da Subseção, Xênia Guerra, pela presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso e por advogados dos municípios de Cláudia, Feliz Natal, Santa Carmem, União do Sul e Vera atendidos pela subseção.
 
A agenda também foi acompanhada pela vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, o Corregedor-Geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva e pelo presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Kono. A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso também participou da agenda.
 
O fortalecimento do diálogo foi a tônica da visita, que marcou a primeira agenda em comitiva ao interior do Estado realizada pela desembargadora Clarice Claudino, desde sua posse em janeiro deste ano. O movimento do Judiciário de se dirigir ao encontro da sociedade para juntos ampliar o diálogo e garantir de forma harmônica, a prestação de serviços de excelência ao cidadão, faz parte do perfil de construção participativa de resultados, estimulado pela presidente.
 
A desembargadora Clarice Claudino, enfatizou o empenho do Poder Judiciário em promover o diálogo franco e aberto, e conclamou a classe no sentido de envidar esforços para o uso de métodos consensuais de resolução de conflitos, evitando assim, a super judicialização de casos e o acúmulo de processos que aguardam pela decisão do Judiciário.
 
“Estar em Sinop, para mim, é sempre um motivo de muita felicidade. É uma comarca pela qual nutro um amor imenso e tenho aqui amigos queridos. Para quem não sabe, fui a primeira juíza titular da comarca de Sinop, há 33 anos. E estar aqui, nessa visita tão afetuosa e cheio de carinho à Ordem dos Advogados tem uma simbologia muito forte e marca a união que temos construído, onde cada um dos segmentos do sistema de justiça é um elo dessa grande corrente de harmonia, sendo a OAB um dos elos mais especiais que temos. Nós temos muito mais em comum, do que diferenças. Conhecemos suficientemente as dores, as alegrias e as esperanças de cada um, e por isso estamos aqui com muita humildade, nesse processo de escuta, onde viemos oferecer o nosso elo para que venham juntos nessa cruzada de fortalecimento do sistema de justiça”, pontuou.
 
A presidente da Subseção de Sinop, Xênia Guerra definiu como produtiva a reunião e destacou o empenho do Poder Judiciário em se manter receptivo às demandas da classe.
 
“A OAB tem uma grande relação de respeito com o Poder Judiciário, onde sempre tivemos nossas demandas muito bem recebidas, e a presença da desembargadora Clarice, na sede dos Advogados de Sinop somente reafirma a disposição do Poder Judiciário em estar presente e de ouvidos atentos às demandas da classe. A desembargadora assumiu a gestão há poucos meses e tem apresentado vários projetos no interior de Mato Grosso. Para Sinop é um privilégio receber a primeira edição do projeto ELO, que reúne 19 municípios para a oferta de serviços e atendimento à população. Esse movimento da desembargadora que se dispõe a vir até a Casa da Advocacia para ouvir seus conclames, somente reforça seu perfil conciliador que busca na união, o melhor caminho para a construção”, defendeu Xênia.
 
Os juízes auxiliares da presidência, Viviane Brito Rebello, Túlio Duailibi Alves de Souza e Jones Gatazz, os juízes auxiliares da vice-presidência Gerardo Humberto Alves Silva Júnior e Paulo Márcio Soares de Carvalho, e os juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça, Emerson Cajango, Eduardo Calmon e Lídio Modesto, e a diretora-geral do Tribunal de Justiça, Euzeni Paiva de Paula também participaram da visita.
 
Nupemec – Durante a agenda, o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Poder Judiciário, desembargador Mário Kono se reuniu com a Comissão de Conciliação, Mediação e Arbitragem da OAB de Sinop. O desembargador ouviu sugestões sobre melhorias no atendimento realizado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), além de esclarecimentos sobre procedimentos judiciais, entre outras demandas.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem:fotografia colorida registrando o evento na OAB. Em primeiro plano aparece os participantes que estão sentados assistindo o evento. Ao fundo autoridades que compõem o dispositivo de honra.
 
Naiara Martins/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Juizados Especiais debatem atuação em grandes eventos e impactos da inteligência artificial

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Experiências que transformaram Mato Grosso em referência nacional no atendimento de grandes eventos no Juizado Especial e reflexões sobre os impactos da inteligência artificial na prestação jurisdicional dos Juizados Especiais foram temas debatidos nesta segunda-feira (15), na III Semana Nacional dos Juizados Especiais, realizado no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá. As palestras integram a semana de mobilização nacional promovida entre os dias 15 e 19 de junho, em todo o país.
A juíza do 7º Juizado Especial Cível, Patricia Ceni dos Santos, falou sobre o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos e como a unidade ao longo dos anos acompanhou a evolução da legislação esportiva brasileira. Ela contou que a unidade surgiu a partir da Recomendação nº 45/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), voltada à preparação dos estados para a Copa do Mundo, passou pelas mudanças trazidas pela revogação do Estatuto do Torcedor e pela criação da Nova Lei Geral do Esporte, em 2023, e chegou ao reconhecimento nacional ao ser referência para a Recomendação nº 662/2025 do CNJ.
“O diferencial do nosso Estado é que quando acabou a Copa do Mundo, o Governo se movimentou para que a Arena Pantanal não ficasse parada e passamos a receber inúmeros jogos de equipes importantes e grandes eventos. Havia uma demanda reprimida e o Juizado permaneceu ativo, enquanto outros Estados desativaram o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos”, contou.
Mulher de cabelos longos e escuros, vestindo blusa preta com detalhes em branco, gesticula com a mão esquerda enquanto fala ao microfone em um evento.A continuidade das atividades permitiu que o Juizado se aperfeiçoasse e acompanhasse as mudanças promovidas pela legislação. Um dos pontos destacados pela magistrada foi à Nova Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que passou a responsabilizar as torcidas organizadas. “Antes as torcida cobriam os rostos e os crimes ficavam sem identificação, agora com a nova legislação quando o membro que cometeu a infração não é identificado à torcida passa a ser punida”, disse a magistrada.
Patrícia Ceni também destacou que os casos de Direito do Consumidor estão entre as ocorrências mais comuns em grandes eventos. “Por exemplo, se a pessoa compra uma entrada no camarote e não tem acesso ao local, ou se promete determinados serviços e eles não são cumpridos, realizamos no local uma audiência de conciliação com o representante do organizador para resolver a situação. Nesse casos temos 100% de acordos atingidos”, pontua.
Outro exemplo apresentado foi a Sala Lilás, espaço criado em 2025, a partir do show do Guns N’ Roses na capital. Uma ação conjunta do Poder Judiciário e do Governo do Estado de Mato Grosso que oferece atendimento humanizado a mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade durante grandes eventos. “Um espaço de acolhimento, um ambiente humanizado, seguro e sigiloso. Se essa vitima precisar de uma medida protetiva posso deferir ali mesmo no local. E depois o processo é encaminhado à vara de violência doméstica”, detalhou.
Para a magistrada, o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos garante uma resposta rápida e efetiva, com análise célere dos fatos, concessão de medidas de urgência quando necessárias e garantia de proteção a vítima no próprio evento. “Asseguramos dignidade, segurança e efetividade da tutela jurisdicional”, finalizou Ceni.
Em seguida o painel “Entre Algoritmos e Humanidade: o Futuro dos Juizados Especiais” reuniu para um bate papo o juiz titular do 4º Juizado Especial Cível de Cuiabá, Antonio Horácio da Silva Neto e o presidente da Comissão de Inteligência Artificial da OAB-MT, Daniel Roque Sagin.
Ao abrir a discussão, o magistrado observou que a sociedade atravessa uma nova transformação histórica. “Passamos pela revolução agrícola, pela revolução industrial e hoje estamos vivendo uma revolução algorítmica. A própria pergunta sobre o que é justiça passa a exigir novas reflexões”, afirmou.
Daniel Sagin destacou que a inteligência artificial alterou a forma de trabalhar dos operadores do Direito e chamou atenção para o que ele chama de vieses algorítmicos.
“As IA’s são treinadas a partir de informações produzidas por seres humanos. O juiz tem um viés, o advogado tem um viés e as ferramentas também têm, porque foram treinadas por humanos. Se dermos um prompt com dados de quando as mulheres não tinham direitos ou não existiam leis trabalhistas, a resposta da ferramenta será diferente quando fizermos uma pergunta relacionada a qualquer questão trabalhista”, observou.
O advogado ressaltou que a inteligência artificial já produz ganhos significativos de eficiência para advogados e magistrados. Segundo ele, as ferramentas permitem reduzir o tempo gasto com tarefas repetitivas e ampliar a dedicação às estratégias jurídicas e ao atendimento dos clientes.
“Antes, grande parte do tempo era consumida em pesquisa de legislação, jurisprudência e análise de processos. Hoje a inteligência artificial pode auxiliar nessas atividades e permitir que o profissional dedique mais tempo à estratégia e à solução dos problemas apresentados pelo cliente”, detalhou.
Para o juiz Antonio Horácio, a tecnologia deve servir como instrumento de apoio, mas jamais substituir a análise humana dos conflitos. “A jurisdição não nasce de números. Ela nasce de uma necessidade, de uma dor. E as máquinas não estão preparadas para vivenciar isso”, afirmou.
O magistrado destacou que ao mesmo tempo em que se busca celeridade, a Justiça não pode perder de vista a finalidade para a qual foi criada. “Não podemos transformar o jurisdicionado em um simples número. A tecnologia que auxilia o juiz é bem-vinda, mas jamais poderá substituir a consciência decisória e a humanização que fazem parte da atividade jurisdicional”, destacou.
Apesar dos benefícios, ambos defenderam a necessidade de capacitação permanente. Daniel Sagin afirmou que compreender conceitos relacionados à inteligência artificial será indispensável para os profissionais do Direito nos próximos anos. “Mais de 50 mil ferramentas de inteligência artificial estão disponíveis atualmente. Quem não dedicar tempo para compreender como elas funcionam corre o risco de ficar para trás”, alertou o advogado.
Ao encerrar o painel, o juiz Antonio Horácio reforçou que o futuro dos Juizados Especiais passa pelo equilíbrio entre inovação tecnológica e valores humanos.
“Podemos ter uma Justiça fria, automatizada e estatística, ou uma Justiça tecnologicamente eficiente, mas profundamente humana. Os algoritmos podem auxiliar, mas jamais substituir a consciência do magistrado. A verdadeira inteligência da Justiça continuará sendo humana”, concluiu.

Autor: Larissa Klein

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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