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Personalidades de Cáceres são homenageadas com moções de aplausos

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Personalidades que vivem e atuam no município de Cáceres foram homenageadas pelo deputado estadual Francis Maris (PSDB), com a entrega de moções de aplausos, durante sessão especial realizada na noite desta terça-feira (2).

Em seu discurso, o deputado destacou os relevantes serviços prestados em diversas áreas pelos homenageados que, segundo ele, contribuem com o crescimento e desenvolvimento de Cáceres. Ressaltou ainda a importância da união de esforços para assegurar que o município tenha representatividade no parlamento estadual.

“É uma justa homenagem, um reconhecimento pelo trabalho que essas pessoas realizam e uma maneira de agradecermos a elas. Aqui temos pessoas que trabalham como voluntárias em diversas instituições, empresários, profissionais que atuam nas áreas da saúde, educação, enfim, que colaboram de alguma maneira para o desenvolvimento de Cáceres”, disse Francis, que já foi prefeito do município.

O presidente da administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (Azpec), Adilson Domingos dos Reis foi um dos homenageados da noite. Engenheiro civil por formação, Adilson já atuou como secretário-adjunto de Indústria e Comércio de Mato Grosso e como presidente do antigo Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).   

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“A implantação da ZPE de Cáceres tem um alcance social incomensurável. Estamos hoje em fase bastante adiantada, concluindo o processo de alfandegamento. O estado assumiu a questão da execução das obras físicas da parte administrativa e do loteamento industrial. A parte administrativa está em processo final de conclusão. Agora estamos aguardando ordem de serviço para o loteamento indústria. Então, estamos hoje nesse estágio de implantação
e honrosamente fui agraciado pelo Francis, amigo de longa data, com essa honraria na noite de hoje”, declarou Adilson.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A fundadora e diretora da rádio Difusora de Cáceres (102,3 FM e 97,3 FM), Maridalva Amaral Vignardi, também recebeu Moção de Aplausos. No dia 1º de maio, a rádio completou 45 anos de fundação e foi a pioneira no município. 

“Nós nos mudamos para Mato Grosso há 47 anos, com vontade de nos aventurar e contribuir com o estado. Na época em que meu marido solicitou a concessão para abertura da rádio não havia nenhuma em funcionamento no município. Cinco grupos participaram da concorrência e nós vencemos e demos início à rádio. Começamos com a onda tropical, depois entramos na concorrência para a frequência AM e, posteriormente, para a FM. O nosso objetivo é informar e levar alegria às pessoas”, contou a homenageada. 

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Empresário do ramo de autopeças e ex-secretário de infraestrutura de Cáceres, Valdeci Rodrigues da Costa agradeceu ao deputado pelo reconhecimento. 

“Eu cheguei em Cáceres há 40 anos e ali eu comecei com uma oficina mecânica, na tornearia, aí deu certo e eu comprei um extrator de esteira, depois parti para o ramo de fazenda e depois para o ramo de peças para tratores. Também tive a oportunidade de trabalhar com o Francis em seus dois mandatos como prefeito, então eu me sinto muito honrado em receber essa homenagem dele na noite de hoje”, salientou.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

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Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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