Saúde

São Paulo vacina pessoas em situação de rua contra gripe e covid-19

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Já estão disponíveis para a população em situação de rua da capital paulista as vacinas contra influenza, vírus causador da gripe, e Pfizer bivalente, contra a covid-19. Todas as pessoas em situação de rua poderão receber as doses, mesmo na falta de documentos pessoais.

As vacinas serão ofertadas pelas 26 equipes do serviço Consultório na Rua nas visitas aos centros de acolhida e locais de permanência e estarão disponíveis para este grupo de pessoas também nas unidades básicas de saúde (UBSs) e assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas.

“Imunizar essa população, principalmente neste período de temperaturas mais baixas, é extremamente importante para prevenir a evolução grave das duas doenças” disse secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco.

A vacinação contra a influenza começou no dia 10 deste mês e, segundo dados da prefeitura de São Paulo, até a última terça-feira (18), tinham sido aplicadas 384.768 doses do imunizante. A vacina está disponível atualmente para pessoas com mais de 60 anos; crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); imunossuprimidos; indígenas; profissionais da saúde e da educação e pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades.

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Também podem ser imunizados a partir desta quinta-feira (20) profissionais dos serviços de transporte coletivo rodoviário, de passageiros urbano e de longo curso; profissionais portuários; trabalhadores das forças de segurança e salvamento, das Forças Armadas e do sistema prisional; e a população privada de liberdade, incluindo adolescentes em medidas socioeducativas.

A Pfizer bivalente está disponível para pessoas com mais de 60 anos, além de maiores de 12 anos com imunossupressão ou com comorbidades; indígenas; gestantes e puérperas; residentes em instituições de longa permanência e funcionários desses equipamentos da cidade de São Paulo; profissionais da saúde; pessoas com deficiência física permanente; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A vacina bivalente contra covid-19 está sendo aplicada em pessoas dos grupos prioritários que completaram o esquema básico ou que já receberam uma ou duas doses de reforço, respeitando o intervalo de quatro meses da mais recente dose recebida. Já foram aplicadas 1.049.766 doses desta vacina na capital paulista.

A vacinação está disponível nas UBSs e Amas/UBSs Integradas, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, nestes locais, no mesmo horário.

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Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

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Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

Tratamento no SUS

O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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