Mato Grosso

Sesp apresenta programa Vigia Mais MT em audiência na Assembleia Legislativa

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​A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apresentou, nesta quarta-feira (19.04), o programa Vigia Mais MT aos deputados estaduais, no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto Roveri, ressaltou que o Governo de Mato Grosso vai fortalecer as ações de combate à criminalidade em todos os municípios do Estado por meio do reforço no videomonitoramento. Serão instaladas, ao todo, 15 mil câmeras digitais de alta tecnologia, um investimento de R$ 30 milhões.

“O governador Mauro Mendes idealizou o projeto, nos chamou e disse que, nos mesmos moldes do programa MT Mais Iluminado, também implantaria câmeras de segurança em todo Estado, sem deixar nenhum município sem monitoramento. Estamos usando a inteligência artificial para somar com o material humano, que é o que temos de melhor em segurança pública. É uma verdadeira muralha digital criada para detectar, prevenir e reagir às situações de emergência e ocorrências em todo o Estado”, pontuou o secretário.

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O tenente BM Leandro Alves, do Centro de Operações de Segurança Pública (Ciosp), apresentou um vídeo sobre o programa Vigia Mais MT e destacou que as câmeras do Governo de Mato Grosso somarão aos esforços das forças policiais na identificação e prevenção aos crimes.

“Sempre que um cidadão precisa nós, somos olhos, ouvidos e ação. Estamos prontos para ajudar a resolver qualquer situação, em qualquer lugar, e nossa visão está sendo ampliada com apoio de câmeras de última geração, com inteligência analítica, e um sistema de inteligência artificial, ajudando a diminuir os índices de ocorrências policiais”, observou

O deputado estadual Elizeu Nascimento, presidente da Comissão de Segurança Pública da ALMT, parabenizou a Sesp pela implantação do programa. Por meio do Vigia Mais MT, o Estado ofertará gratuitamente as câmeras, com equipamentos como nobreak, switch e armários, e aos municípios caberão os custos da instalação e manutenção dos equipamentos.

“Eu sei que o Vigia Mais MT é de suma importância para Mato Grosso, e a Sesp tem feito um grande trabalho de implementação e divulgação para os municípios. Acreditamos que o programa irá contribuir muito para a segurança pública de Mato Grosso”, disse.

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A presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva, destacou o trabalho da Sesp-MT no combate à criminalidade, proporcionando segurança e conforto para todos os mato-grossenses.

O coronel César Roveri agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa na aprovação da Lei n. 11.766/22, que tornou ágil o processo de parceria do Estado com as prefeituras.

Também estiveram presentes o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, Claudio Fernando Carneiro Tinoco; o superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana; o chefe de gabinete da Sesp, tenente-coronel Waldiley Alencar Taques do Valle Junior; os deputados estaduais Júlio Campos, Reck Júnior, Gilberto Figueiredo, Gilberto Cattani, deputado Claudio, Carlos Avallone e Wilson Santos.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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