Mato Grosso

Sesp arrecada R$ 920 mil em leilão de veículos apreendidos em operações

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Leilão de veículos apreendidos pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), encerrado na terça-feira (04.05), arrecadou R$ 920 mil. O montante é quase quatro vezes o valor estimado inicialmente, que era de R$ 250 mil. Ao todo, 57 dos 58 lotes disponíveis foram arrematados. Os recursos ficarão disponíveis para que o Governo de Mato Grosso invista ainda mais nas políticas de prevenção e combate às drogas no estado.

De acordo com a secretária adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos Barbosa, cerca de 210 interessados participaram do leilão, realizado no formato presencial e online.

“No online tivemos pessoas do Brasil inteiro e alguns lotes foram, inclusive, arrematados por interessados tanto do interior de Mato Grosso quanto de outros estados brasileiros”, destacou.

Ao todo foram disponibilizados 58 lotes, entre carros, motocicletas e caminhões em condições de circulação e sucatas, apreendidos nos últimos três anos em operações desencadeadas pelas forças de segurança no combate às drogas em Mato Grosso.

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Segundo Lenice Silva, os valores dos bens arrematados variaram entre R$ 1 mil e R$ 133 mil. O único lote não vendido foi um veículo que já estava em condições de sucata e, mesmo com a redução de 50% do valor, o bem não teve interessado. “Agora ele vai ser incluído no próximo leilão”, explicou a secretária adjunta.

Todos os veículos foram dados como perdidos em sentença transitadas em julgado em favor do Fundo Estadual sobre Drogas (FUNESD/MT).

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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