Mato Grosso

Mais de 4,6 toneladas de drogas foram apreendidas em MT no 1º bimestre de 2023

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No primeiro bimestre de 2023, as ações das forças de segurança pública resultaram na apreensão de 4.636,93 quilos de drogas em Mato Grosso. Esse volume, conforme relatório do Observatório de Segurança Pública concluído na sexta-feira (24.03), representa um aumento de 58% se comparado ao mesmo período de 2022, quando foram apreendidos 2.943,57 kg.

Somente o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), unidade da Secretaria de Estado Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), retirou de circulação 2,5 toneladas de entorpecentes entre janeiro e fevereiro deste ano, com prejuízo estimado ao crime organizado de R$ 60,7 milhões.

De acordo com o comandante do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho Neto, Mato Grosso tem 980 quilômetros (km) de fronteira, sendo 750 km de limite seca sem a intercorrência de água e que exige um grande trabalho de patrulhamento.

“O Gefron é responsável pela segurança na fronteira com foco nos crimes transfronteiriços, que no caso de Mato Grosso envolvem as drogas e armas vindas da Bolívia. Outro combate expressivo é o de veículos (roubados ou furtados) sendo levados para Bolívia e, contra esses crimes, o Gefron tem se colocado como uma grande barreira”, afirma Bugalho.

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Em fevereiro passado, duas operações conjuntas das forças estaduais de segurança com a Polícia Federal (PF), resultaram na prisão de um piloto e apreensões de uma aeronave e de aproximadamente 2,2 toneladas de cloridrato de cocaína.

Uma das apreensões, de 462 kg e uma aeronave (Cesna Aircraft), aconteceu no aeroporto de Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá). Nessa, o piloto, um homem de 25 anos, foi preso em flagrante delito. A segunda e maior apreensão, de 1,7 tonelada, ocorreu na região do Pantanal mato-grossense, no município de Poconé (110 km ao Sul de Cuiabá).

Agora em março, o Grupo de Fronteira prendeu 20 traficantes e apreendeu 650 kg de entorpecentes, 540 munições e 14 veículos. No dia 22 deste mês, dois homens, de 19 e 53 anos, foram presos com 143 tabletes de substância análoga à maconha e cocaína, que pesavam aproximadamente 114,5 quilos de entorpecentes, às margens da BR-163, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). ;

Esta ação foi realizada de forma conjunta entre policiais militares do Gefron, da Força Tática da 14ª Companhia Independente e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Mato Grosso do Sul (MS).

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Nos últimos quatro anos, segundo Bugalho, a atuação dos policiais resultou na prisão de 1,8 mil pessoas, apreensão de 1,2 mil veículos que estavam sendo levados para fora do país, de 38 aeronaves e de 48 toneladas de entorpecentes. “Isso significa que apreendemos um bitrem carregado de drogas e mais de R$ 1,1 bilhão de prejuízo ao crime”, destacou.

As apreensões fazem parte também do trabalho repressivo realizado pela Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC) e do Ciopaer, bem como do apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Pesquisa identifica baixa prevalência do Vírus Linfotrópico T Humano em doadores de sangue de Mato Grosso

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Estudo realizado por pesquisadores de Mato Grosso identificou baixa prevalência do vírus linfotrópico de células T humanas tipos I e II (HTLV-I/II) entre doadores de sangue atendidos pelo Hemocentro do Estado. A investigação analisou mais de 60 mil amostras coletadas entre janeiro de 2018 e agosto de 2021 e revelou taxa de infecção de 0,10%, índice considerado semelhante ao registrado em hemocentros da Região Sudeste do país.

O estudo tem como objetivo avaliar a carga pró-viral do HTLV-1/2 em amostras de doadores de sangue analisadas pelo MT Hemocentro entre 2024 e 2026, buscando ampliar a precisão da detecção molecular do vírus em Mato Grosso. A pesquisa é desenvolvida em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT) e o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), unidade de referência no acompanhamento de doadores com sorologia positiva para HTLV-1/2 identificados durante a triagem laboratorial do hemocentro estadual.

O HTLV é um retrovírus que pertence à família do HIV, que infectam linfócitos T (células de defesa), e podem permanecer silencioso no organismo por muitos anos, sem causar sintomas na maioria das pessoas. No entanto, em uma pequena parcela dos infectados, ele pode provocar doenças graves, principalmente relacionadas ao sistema nervoso e ao sanguíneo, como leucemias graves.

Entre as principais complicações estão a Paraparesia Espástica Tropical, uma doença neurológica que afeta os movimentos das pernas, causando fraqueza, rigidez muscular e dificuldades para caminhar, além da Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto, um tipo raro e agressivo de câncer do sangue.

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O vírus também pode estar associado a inflamações oculares, dermatites e maior vulnerabilidade a outras infecções. Por isso, o controle nos bancos de sangue e o diagnóstico precoce são considerados importantes medidas de saúde pública.

Os pesquisadores avaliaram 60.568 amostras de doadores de sangue. Deste total, 63 apresentaram resultado positivo para HTLV-I/II. O maior número de casos foi registrado em 2020, com frequência de 0,16%entre os doadores.

Segundo o estudo, predominou entre os casos positivos o perfil de mulheres com idade entre 31 e 45 anos, pardas, com ensino médio completo e vínculo profissional com iniciativas privadas. Os dados também apontaram ocorrência de coinfecções com outros agentes potencialmente transmissíveis por transfusão sanguínea, incluindo hepatite B, sífilis, HIV e hepatite C.

A pesquisa utilizou técnica de quimioluminescência automatizada para detecção de anticorpos anti-HTLV-I/IIno soro dos doadores, método empregado em bancos de sangue devido à alta especificidade e sensibilidade diagnóstica.

Embora a prevalência observada seja considerada baixa, os autores destacam a importância da vigilância epidemiológica contínua e da ampliação de estudos populacionais sobre o vírus em Mato Grosso. Segundo os pesquisadores, o monitoramento contribui para o fortalecimento das políticas públicas de segurança transfusional e para o aprimoramento das estratégias de prevenção.


O estudo também reforça a relevância do rastreamento sorológico nos hemocentros brasileiros, medida considerada essencial para reduzir riscos de transmissão e ampliar o conhecimento sobre a circulação silenciosa do HTLV na população.

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A pesquisa é coordenada pelo professor doutor Ruberlei Godinho de Oliveira, farmacêutico, com doutorado em Biotecnologia e Pós Doutorado e Microbiologia e Biologia Molecular, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e fomentada pelo do Edital PPSUS 004/2025, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

De acordo com o pesquisador, os testes de triagem realizados nos bancos de sangue brasileiros são obrigatórios por lei desde 1993 e representam uma etapa fundamental para garantir a segurança das transfusões.

“Além de reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas, a triagem permite o encaminhamento dos doadores com resultados positivos para a Rede de Atenção à Saúde (RAS) do SUS, assegurando acompanhamento clínico, diagnóstico e manejo adequado dos pacientes”.

A pesquisa também propicia a formação de especialistas na área, como a farmacêutica Pennsylvania Marinho Borralho, do Hemocentro de Mato Grosso, que conduz sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Atenção Hospitalar, Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT) ,onde teve os resultados publicados na Revista Epimideologia e Serviços de Saúde (RESS do SUS) sob orientação do professor doutor Ruberlei Godinho.

Fonte: Governo MT – MT

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